terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brinde

Brindar é muito bom.
Implica estar entre pessoas - queridas - e ter copos à mão.
Aqui, neste momento eternizado acima, a alegria era grande, e o motivo do brinde maior ainda!
Sou ruim com citações, mas acho que foi o Vinicius quem disse: "Amigos a gente não faz: reconhece-os".
Então, neste solene 22 de Dezembro de 2009, em meio aos crepes e demais bebemorações, estávamos nos reconhecendo mais uma vez e comemorando a vida.
Salve, salve!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Do fundo do baú
Olá queridas amigas!
Desejo um ano-novo-bom cheio de saúde e muitos fogos de artifício...
Estava com saudades de aparecer por aqui: final de ano corrido, muitos afazeres, enfim! Mas ontem me deparei com uns escritos meus, aqueles que ficam guardados no fundo do baú, cheios de poeira mesmo. Escritos de um tempo em que colocava no papel as emoções.Veio o casamento, vieram os filhos e me esqueci bastante dessa prática. De vez em quando vou colocar algo aqui para vocês lerem... A poesia sempre foi uma espécie de combustível para mim. Então, para vocês em 2010, muita poesia!
SAUDADE
Saudade. Ausência daquele quê que me envolvia e me fazia tão mulher. Tudo era tão intenso e por isso mesmo tão perto da morte. Morte do nosso tempo. E entre um ágape e outro, quanta história, quanta memória farta de sedução. Os olhos ainda brilham, mas se esqueceram que eram narcisos e não se procuram mais. Aquela cumplicidade toda, agora se dilui. É como se um ácido ousasse corroer o que havia de mais eterno. É como se aquele vulcão fingisse se tornar um sopro falho de calor. É como se eu engolisse o desaforo do mundo. E engolida não posso sequer falar. Calar é o meu desespero. O que me resta é aquele resto de olhar, que tímido esqueceu-se de toda emoção. Esquecemos um do outro. Esqueci de dizer o quanto amei. Amei-te. Em meio a tanta loucura pensei estar explícito o que para mim era a única verdade. Esqueci, mas esqueceu-se também. Esqueceu-se do abrigo, do afago, do mundo que despejei sobre teus pés e era a ti destinado. Esqueceu-se de tentar vingar aquela semente cujas raízes afundaram. E nossa amizade, tão sincera, foi a mais esquecida e enterrada. Agora jaz numa rua sem esquina. Sem uma quilha que a faça retornar. Não há chance de sobrevivência. Os pássaros do acaso não ousam mais pousar sobre o meu ombro. Um grito abafado ecoa e se perde na madrugada vazia. Vadia. Vampira noite que me engole, gole a gole, e me embriaga de lucidez. A noite e eu, num ágape de solidão. A noite provocando prazeres e desenhando com estrelas uma realidade mais colorida, de onde provém fluidos únicos de bem-estar e um estado quase feliz.
Sem você, mas quase feliz.
Sem você, mas pela primeira vez, plena de mim!
(há quase duas décadas atrás...)
Beijos procês...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cleo Street





Na California tem uma rua com o nome da Cleo. No microcosmo da CA, na Pacific Coast Highway (PCH) em Laguna Beach - meu lugar preferido aqui nas redondezas - tem uma rua inteira com o nome da minha amiga Cleo.

Ha anos tinha visto essa placa, mas como sou uma comunicologa com a cabeca nas nuves, sempre que passava por la me lembrava que nao havia trazido uma camera fotografica para registrar. Sorte a minha de ter um irmao hi-tech, cheio de firulas, com um celular que eu ainda vou ter um.

E foi num dia lindo e ensolarado de novembro, em plena PCH, que paramos o carro quase no meio da rua para tirar foto da plaquinha da Cleo.