
quarta-feira, 29 de julho de 2009
MINHAS AVENTURAS NA CALIFA
Fiquei tão feliz quando vi, finalmente, que alguém consegue escrever meu nome direito por essas bandas (mesmo esse alguém não sendo daqui...)!!!


segunda-feira, 20 de julho de 2009
CRIANÇA FALA CADA COISA...
Meninas, estou inaugurando neste momento uma série sobre as coisinhas engraçadas que nossas crianças dizem. E vou começar com uma que a Gabi soltou ontem e que achei hilária:
-Filha, qual dos seus apelidos você gosta mais? Gabi, Bibi, Pequena, Tuc Tuc (esse eu inventei na hora)...
-"Tuc Tuc"
- Ah, mas eu adoro te chamar de pequena.
_"Pequena? Eu nao sou mais pequena, sou menina grande. Ja faço cocô no vaso!"
Depois dessa, falar o que, né?
-Filha, qual dos seus apelidos você gosta mais? Gabi, Bibi, Pequena, Tuc Tuc (esse eu inventei na hora)...
-"Tuc Tuc"
- Ah, mas eu adoro te chamar de pequena.
_"Pequena? Eu nao sou mais pequena, sou menina grande. Ja faço cocô no vaso!"
Depois dessa, falar o que, né?
sábado, 18 de julho de 2009
CINEMA LÁGRIMAS
Como não poderia deixar de ser, já estou eu aqui de novo falando de cinema. Nunca acreditei em ressocialização de preso. Até assistir o filme MEU NOME NÃO É JOHNNY, que conta a história baseada em fatos reais de João Guilherme Estrella, interpretada pelo nada mais nada menos que meu ídolo Selton Mello. João Guilherme é filho de classe média do Rio de Janeiro, menino muito bem criado, exceto pelo fato do pai ser um tanto quanto condescendente as suas vontades. Mas ele erra tentando acertar, eis que estimula o filho a batalhar pelo que quer, quando diz que não vai dar o peixe, mas ensiná-lo a pescar. João Guilherme se transforma no maior vendedor de drogas do Rio de Janeiro, é condenado à prisão e cumpre a pena. Chorei um bocado com a cena dele saindo do presídio, redimido, acompanhado dos verdadeiros amigos (os poucos que restaram) e passeando pela cidade do Rio de Janeiro. Selton Mello transmite perfeitamente aquela sensação de liberdade depois de tanto tempo enclausurado. Dali em diante, ele demonstra que abandonou o crime. Essa é uma exceção à regra, mas que serviu de esperança ao meu ceticismo. Ontem vi outra película que fala do pós prisão. Ótimo, por sinal. HÁ TANTO TEMPO QUE TE AMO, um drama francês que relata a vida de Juliette Fontaine, uma médica interpretada pela maravilhosa Kristin Scott Thomas (aquela, que fez o Paciente Inglês), que ficou presa durante 15 anos por ter matado o próprio filho, de 6 anos. O filme começa com a sua saída da prisão. Ela é bem feia no início do filme. Já viu que gente ruim é feia? Fria, amargurada, distante, não dá papo. Vai morar na casa da irmã Léa, interpretada pela ilustre desconhecida Elsa Zylberstein, mais nova, que foi obrigada pelos pais a esquecer que tinha irmã, é casada, mora com o marido, o sogro, que perdeu a fala em decorrência de um derrame e tem duas filhas adotadas. Adotou porque não quis gerar um filho, talvez pelo trauma vivido com Juliette. Aquele reinício, a busca por emprego, o fato de não saber lidar com a sobrinha mais velha, enfim, a reinserção na vida em sociedade (não que dentro dos muros dos presídios não haja uma sociedade) é muito bem retratada, de maneira complicada, como de fato deve ser. Ela tem que conviver inclusive com o suicídio do policial que cuidava da sua condicional e com quem tinha estabelecido certa afinidade. A gente sente com ela aquela solidão. Kristin Scott Thomas nos envolve com sua falta de delicadeza em alguns momentos de forma impressionante. Ela é tão dura que passamos a ficar com medo do seu passado obscuro. Afinal, quem seria capaz de matar o próprio filho? Mas, do meio para o fim, ela vai demonstrando ter sensibilidade, ser gente, sentir amor e, por isso, vai ficando cada vez mais bonita. Linda, por sinal! O final é surpreendente. O filme mereceu concorrer ao Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro, ao Urso em Berlim e a outros diversos prêmios que concorreu e ganhou, destaque para César de melhor atriz coadjuvante para Elsa Zylberstein e ao BAFTA de filme estrangeiro. Vale a pena conferir. O nome do filme foi inspirado na música interpretada por Jean-Louis Aubert, Dis quand reviendras-tu?, que pode ser ouvida pelo link.
terça-feira, 14 de julho de 2009
ERA UMA CASA...NÃO TINHA NADA...
Oi Meninas!
Noticiei aqui outro dia a minha gravidez. Tristemente, agora também sou portadora desta nada boa nova: não tem mais baby.
Há + ou – 10 dias, fiz uma ecografia que acusou não haver embrião. Pelas contas, eu estaria com 2 meses e já deveria aparecer um pequeno ser batendo coração. Dentro de mim, tinha o “aparato” todo (saco gestacional etc). A casa estava sendo construída, mas o morador jamais viria.
Três dias depois, nova ecografia confirmou o quadro e me submeti a uma curetagem.
Demorei um pouco p/ contar no blog. Estava me refazendo desse golpe do destino que a vida me reservou. Preferi atribuir esse evento a um plano maior de Deus, cujo alcance ainda está fora minha insignificante compreensão humana.
Os familiares ficaram meio...”ah? não tem mais bebê?”. Afinal, a minha grande família andava num inferno astral e a vinda de um nenê era a boa notícia.
Mas agora estou beleza. Ficar de baixo astral não é muito comigo e tento superar os contratempos e as infelicidades me ocupando de outros afazeres e prazeres.
E nossa vida por aqui continua.
Beijocas a todas!!!
Lili
Noticiei aqui outro dia a minha gravidez. Tristemente, agora também sou portadora desta nada boa nova: não tem mais baby.
Há + ou – 10 dias, fiz uma ecografia que acusou não haver embrião. Pelas contas, eu estaria com 2 meses e já deveria aparecer um pequeno ser batendo coração. Dentro de mim, tinha o “aparato” todo (saco gestacional etc). A casa estava sendo construída, mas o morador jamais viria.
Três dias depois, nova ecografia confirmou o quadro e me submeti a uma curetagem.
Demorei um pouco p/ contar no blog. Estava me refazendo desse golpe do destino que a vida me reservou. Preferi atribuir esse evento a um plano maior de Deus, cujo alcance ainda está fora minha insignificante compreensão humana.
Os familiares ficaram meio...”ah? não tem mais bebê?”. Afinal, a minha grande família andava num inferno astral e a vinda de um nenê era a boa notícia.
Mas agora estou beleza. Ficar de baixo astral não é muito comigo e tento superar os contratempos e as infelicidades me ocupando de outros afazeres e prazeres.
E nossa vida por aqui continua.
Beijocas a todas!!!
Lili
segunda-feira, 6 de julho de 2009
COMO SER SOLTEIRO (A) EM BRASÍLIA
Tem uma música, intitulada “Solteiro no Rio de Janeiro”, que o Cidade Negra toca e que é trilha sonora do divertido filme “Como ser Solteiro”, que diz assim:
“Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar
Tira a camisa, esse clima tá de abafar
Liberem suas delícias, parado não dá pra ficar
Movimentos circulares, zona sul de bar em bar
São bocas em todo lugar
São bocas em todo lugar
Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar
Corpos malhados, sorrisos talhados
Só flerte, só affair
Corpos malhados, sorrisos talhados
Só flerte, só affair
Chamego divertido, um clima meio libertino
De sol, de sal de mar
De sol, de sal de mar
De sol, de sal de mar”
Lá no Rio é assim mesmo... Bocas em todo lugar, gente sem camisa, todo mundo liberando suas delícias. Flerte então, nem se fala. Uma quase libertinagem!!! Ô lugar legal! Eu indico como tratamento pra elevar a auto-estima!!! Rs.
Em Brasília é diferente. O povo daqui é mais comedido. Até demais. Nas baladas, especialmente no início delas, o pessoal nem se olha, nem se fala, cada um na sua. O negócio começa a fluir depois de muita bebida e sei lá que outras coisas mais... Ah! Aí a galera fica dada, solta, liberada... Eu, particularmente, nesse momento, dou o fora! Ninguém merece conversa de doido!
Um amigo disse que no show de sábado do Festival de Inverno de Brasília o vocalista do Fundo de Quintal tava empolgado, tentando animar o público, que tava “daquele jeito”, sem muita demonstração de carinho...
Isso não facilita em nada as coisas para nós, os solteiros de Brasília.
Participei de um grupo (quase) terapêutico, de um encontro só, com cerca de trinta pessoas, num café muito agradável da Asa Sul, pra tratar do assunto (des)encontros amorosos, onde só entrava solteiro. Durante os vários temas abordados, uns bastante interessantes, ficou evidenciado que o povo de Brasília é muito solitário. Isso pode não ser novidade, mas é uma tragédia romana! E não é privilégio de Brasília. As ocupações nossas de cada dia impedem um estreitamento das relações. Isso somado ao medo de se deparar com um (a) maluco (a), do (a) qual o mundo tá cheio, retrai todo mundo que está disponível. Eu, hein! Tem cada história escabrosa!!!
É uma pena.
Mas aprendi a lidar com esse jeito brasiliense de ser. Mesmo porque eu sou brasiliense e também possuo essa característica, inicialmente bem na minha... Quem não conhece até compra... Rsrsrs.
Resta-nos, ainda bem, colar nas diversas tribos aqui existentes. Que não são poucas! Tem a tribo dos patinadores, dos pedais, dos adeptos do turismo natureza, dos yogues, dos chicleteiros e suas diversas variações, dos bombadinhos das academias, dos baladeiros, dos forrozeiros, dos salseiros, dos dançarinos de música sertaneja, dos intelectuais, dos participantes de clubes de leitura, dos que “se acham”, enfim, tem grupo pra todo gosto.
E o brasiliense é feliz assim, sem conhecer o vizinho mesmo. Pega o carro e se desloca quilômetros a fio pra encontrar a sua tribo. Nem fica sabendo do que a galera da quadra em que mora gosta. Considero isso como a lei do menor esforço. Mesmo porque aguentar vizinho chato deve exigir muito esforço. E se uma tribo não agrada mais, é só trocar de tribo e de chip de celular. Daí ninguém mais acha você, né, brasiliense!?
Mas, apesar de, eu amo Brasília e não me mudaria daqui pra lugar nenhum. Os amigos que aqui fiz e faço são um legado sem precedentes. E que Deus os conserve! E eu também...
Quanto à solteirice, aconselho, minhas amigas bem casadas, que permaneçam nessa condição. A vida aqui fora é um tumulto só!!! Né não, Dri Barbosa??? Rsrsrs.
“Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar
Tira a camisa, esse clima tá de abafar
Liberem suas delícias, parado não dá pra ficar
Movimentos circulares, zona sul de bar em bar
São bocas em todo lugar
São bocas em todo lugar
Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar
Corpos malhados, sorrisos talhados
Só flerte, só affair
Corpos malhados, sorrisos talhados
Só flerte, só affair
Chamego divertido, um clima meio libertino
De sol, de sal de mar
De sol, de sal de mar
De sol, de sal de mar”
Lá no Rio é assim mesmo... Bocas em todo lugar, gente sem camisa, todo mundo liberando suas delícias. Flerte então, nem se fala. Uma quase libertinagem!!! Ô lugar legal! Eu indico como tratamento pra elevar a auto-estima!!! Rs.
Em Brasília é diferente. O povo daqui é mais comedido. Até demais. Nas baladas, especialmente no início delas, o pessoal nem se olha, nem se fala, cada um na sua. O negócio começa a fluir depois de muita bebida e sei lá que outras coisas mais... Ah! Aí a galera fica dada, solta, liberada... Eu, particularmente, nesse momento, dou o fora! Ninguém merece conversa de doido!
Um amigo disse que no show de sábado do Festival de Inverno de Brasília o vocalista do Fundo de Quintal tava empolgado, tentando animar o público, que tava “daquele jeito”, sem muita demonstração de carinho...
Isso não facilita em nada as coisas para nós, os solteiros de Brasília.
Participei de um grupo (quase) terapêutico, de um encontro só, com cerca de trinta pessoas, num café muito agradável da Asa Sul, pra tratar do assunto (des)encontros amorosos, onde só entrava solteiro. Durante os vários temas abordados, uns bastante interessantes, ficou evidenciado que o povo de Brasília é muito solitário. Isso pode não ser novidade, mas é uma tragédia romana! E não é privilégio de Brasília. As ocupações nossas de cada dia impedem um estreitamento das relações. Isso somado ao medo de se deparar com um (a) maluco (a), do (a) qual o mundo tá cheio, retrai todo mundo que está disponível. Eu, hein! Tem cada história escabrosa!!!
É uma pena.
Mas aprendi a lidar com esse jeito brasiliense de ser. Mesmo porque eu sou brasiliense e também possuo essa característica, inicialmente bem na minha... Quem não conhece até compra... Rsrsrs.
Resta-nos, ainda bem, colar nas diversas tribos aqui existentes. Que não são poucas! Tem a tribo dos patinadores, dos pedais, dos adeptos do turismo natureza, dos yogues, dos chicleteiros e suas diversas variações, dos bombadinhos das academias, dos baladeiros, dos forrozeiros, dos salseiros, dos dançarinos de música sertaneja, dos intelectuais, dos participantes de clubes de leitura, dos que “se acham”, enfim, tem grupo pra todo gosto.
E o brasiliense é feliz assim, sem conhecer o vizinho mesmo. Pega o carro e se desloca quilômetros a fio pra encontrar a sua tribo. Nem fica sabendo do que a galera da quadra em que mora gosta. Considero isso como a lei do menor esforço. Mesmo porque aguentar vizinho chato deve exigir muito esforço. E se uma tribo não agrada mais, é só trocar de tribo e de chip de celular. Daí ninguém mais acha você, né, brasiliense!?
Mas, apesar de, eu amo Brasília e não me mudaria daqui pra lugar nenhum. Os amigos que aqui fiz e faço são um legado sem precedentes. E que Deus os conserve! E eu também...
Quanto à solteirice, aconselho, minhas amigas bem casadas, que permaneçam nessa condição. A vida aqui fora é um tumulto só!!! Né não, Dri Barbosa??? Rsrsrs.
domingo, 5 de julho de 2009
AINDA SOBRE ELE...
Esperei uns dias até postar aqui sobre a morte de Michael Jackson. Eu sei, eu sei, estamos todos sofrendo de overdose de notícias a respeito da saída de cena mais chocante e inesperada do show biz desde Elvis Presley, talvez. Então, para aquelas que já estiverem fartas de tanta falação sobre ele, aviso, pois sou amiga: não se sintam constrangidas. Podem parar de ler agora, pois aqui está um relato de uma fã bem exagerada, melosa e verborrágica.
Talvez alguém te pergunte, um dia, "onde você estava quando Michael Jackson morreu"? Bom, eu me lembro exatamente o meu estado de espírito quando ouvi a notícia que até agora parece não ter "caído" na minha cachola. Meu dia já estava meio estressante. Henrique viajando (pra variar, quando acontece algo "grande"), tinha passado o dia envolvida com meu carro, que misteriosamente morrera na noite anterior, felizmente na garagem de casa. Depois de tentar reanimá-lo com a famosa "chupeta", ajudada por um amigo aqui do condomínio, dei por encerrada todas as tentativas de ressuscitação automobilística e fui renovar nossa carteira do AAA (não tem nada a ver com Alcoólicos Anônimos, hein gente? É tipo o Touring no Brasil).
Cheguei em casa com as meninas lá pelas 4 da tarde, exausta e com calor. Arrumei alguma coisa pra elas se entreterem e fui vegetar no sofa, tentar relaxar antes de arrumar o jantar. Ligo a TV no Jornal Nacional e a primeira coisa que ouço da Fátima Bernardes é: "Em instantes, mais detalhes sobre a morte de Michael Jackson". Acho que soltei um What the Fuck? instintivo e meu corpo se arrepiou todinho.
Como assim, Michael Jackson morreu? Não pode. Não dá. De manhã já tinha lido que a Farrah Fawcett tinha finalmente descansado da luta contra o câncer. E agora ELE? Apesar da incredulidade - Fátima Bernardes só pode ter lido errado o teleprompter! - estava cansada demais pra ligar o computador e começar a ler sobre isso. Simplesmente continuei chapada no sofá e esperei o casal telejornal continuar contando aquela história absurda.
Durante o intervalo do JN, liguei pro Henrique pra tentar confirmar a notícia. Liguei, liguei e nada. Durante 2 horas fiquei tentando contactá-lo e não consegui. Cheguei a pensar que ele também tinha tido um treco ao ouvir a notícia, pois era fã de carteirinha. Fiquei aliviada quando ele finalmente ligou de volta, sem saber de nada, porque estava no cinema... E ficou tão chocado quanto eu, quanto todo mundo.
Michael Jackson foi meu primeiro ídolo. E eu sou daquelas fãs chatas que, quando gosta, consome TUDO sobre o cara ou a banda. Quero dizer, hoje não, que não tenho mais paciência pra isso, mas na época... No início dos anos 80, na minha vida, só dava Michael Jackson. Disco, poster, bottom, camiseta, revista e o que mais inventassem, caía nas minhas garras. Uma tia que vinha sempre aos EUA ajudava a alimentar esse vício, levando pra mim tudo o que ela encontrava pelo caminho. E como eu gostava!
As músicas dele, ainda hoje, mexem comigo. Beat It, Rock With You, Don't Stop 'til You Get Enough, Thriller... Me arrepiam todas as vezes que escuto. E como tenho dançado ao som de Michael Jackson desde o dia 25! Tenho tentado recuperar o tempo em que fiquei meio anestesiada sem ele na cena musical mundial, acachapado pelas tantas bizarrices que adotou em sua vida e que creditaram a ele. Essa mesma mídia que agora diz chorar sua morte ajudou a enterrá-lo ainda em vida. Patético.
Mas falemos do ídolo. Achei um texto do Bruno Mazzeo (eu e a cultura de massa: quem me conhece de verdade, sabe como é intrincado e simbiótico esse relacionamento) que conseguiu traduzir em palavras o que senti desde quando ouvi a notícia até agora. Parece que ainda não caiu a ficha. Aqui nos EUA a overdose continua. Todos os dias, invariavelmente, tem algum "especial" passando sobre a vida dele.
Ontem decidi me registrar para concorrer a 2 ingressos para o show-tributo que farão aqui em Los Angeles na terça-feira. Um misto de animação e angústia me acompanham desde então. Sem dúvida é um lugar onde eu quero e não quero estar ao mesmo tempo, pois se o objetivo é celebrar a vida do astro que mudou o cenário musical mundial - e isso ninguém se atreve a discutir - também será a constatação de uma realidade que os fãs até agora resistem a reconhecer - que o homem está morto.
Nos anos 90, quando ele e Madonna decidiram ir ao Brasil num intervalo muito curto entre um e outro, Henrique e eu tivemos que decidir qual dos shows assistir. Como ainda morávamos em Bsb, seria muita grana ir pros dois. Então, Michael Jackson ganhou e fomos assistí-lo em Sampa, no Morumba, maravilhados com O Cara, sua performance, suas músicas e seu espetáculo, digno de ser chamado SHOW. Ana Paula Arósio estava lá, bem pertinho da gente. Ela e milhares de anônimos que, como nós, cantou e dançou durante mais de 2 horas.
Bom gente, vou parando por aqui porque sei que estou ficando chata. Eu sei, sim. Mas na verdade, e de verdade, o sentimento é genuíno. A sensação é de que uma parte da minha vida se foi um pouquinho com a morte dele. Foi-se porque aquele que me encantou tanto durante uma época já não existe mais, ao menos no plano físico. O ídolo, o primeiro ídolo, aquele que um dia foi tao grande em minha vida e me despertou para a música e para a dança - mesmo tendo ficado esquecidinho durante um tempo - já não respira.
Como dizia Cazuza: "Meus heróis morreram de overdose". A morte dele não deixou de ser isso. Uma overdose de analgésicos, anestésicos. Uma vida de exageros. Exagero de talento, de abuso, de bizarrice, de plástica, de escândalos. Exagero de sucesso e de infelicidade. Agora espero que ele encontre a paz que não teve em vida. E que não o transformem num novo Elvis, com personificações mal feitas por todos os lados. Que ele, finalmente, descanse.
Naquele dia 25 eu não chorei. Mas depois disso, já chorei um pouquinho sim, pensando nele e em tudo o que sofreu em vida. Pensando em seus filhos, que agora passarão por um turbilhão mesquinho. E chorei um pouco por mim também, por ver que a vida é isso aí. A gente nasce, cresce, se reproduz e morre mesmo. Às vezes nem consegue cumprir esse roteiro. Não tem pra onde correr. Ninguém fica prá trás! Nem quem a gente chegou a considerar, um dia, imortal.
O link pro blog do Bruno Mazzeo: http://bloglog.globo.com/brunomazzeo/#
(O título do post é "THE ONE").
Talvez alguém te pergunte, um dia, "onde você estava quando Michael Jackson morreu"? Bom, eu me lembro exatamente o meu estado de espírito quando ouvi a notícia que até agora parece não ter "caído" na minha cachola. Meu dia já estava meio estressante. Henrique viajando (pra variar, quando acontece algo "grande"), tinha passado o dia envolvida com meu carro, que misteriosamente morrera na noite anterior, felizmente na garagem de casa. Depois de tentar reanimá-lo com a famosa "chupeta", ajudada por um amigo aqui do condomínio, dei por encerrada todas as tentativas de ressuscitação automobilística e fui renovar nossa carteira do AAA (não tem nada a ver com Alcoólicos Anônimos, hein gente? É tipo o Touring no Brasil).
Cheguei em casa com as meninas lá pelas 4 da tarde, exausta e com calor. Arrumei alguma coisa pra elas se entreterem e fui vegetar no sofa, tentar relaxar antes de arrumar o jantar. Ligo a TV no Jornal Nacional e a primeira coisa que ouço da Fátima Bernardes é: "Em instantes, mais detalhes sobre a morte de Michael Jackson". Acho que soltei um What the Fuck? instintivo e meu corpo se arrepiou todinho.
Como assim, Michael Jackson morreu? Não pode. Não dá. De manhã já tinha lido que a Farrah Fawcett tinha finalmente descansado da luta contra o câncer. E agora ELE? Apesar da incredulidade - Fátima Bernardes só pode ter lido errado o teleprompter! - estava cansada demais pra ligar o computador e começar a ler sobre isso. Simplesmente continuei chapada no sofá e esperei o casal telejornal continuar contando aquela história absurda.
Durante o intervalo do JN, liguei pro Henrique pra tentar confirmar a notícia. Liguei, liguei e nada. Durante 2 horas fiquei tentando contactá-lo e não consegui. Cheguei a pensar que ele também tinha tido um treco ao ouvir a notícia, pois era fã de carteirinha. Fiquei aliviada quando ele finalmente ligou de volta, sem saber de nada, porque estava no cinema... E ficou tão chocado quanto eu, quanto todo mundo.
Michael Jackson foi meu primeiro ídolo. E eu sou daquelas fãs chatas que, quando gosta, consome TUDO sobre o cara ou a banda. Quero dizer, hoje não, que não tenho mais paciência pra isso, mas na época... No início dos anos 80, na minha vida, só dava Michael Jackson. Disco, poster, bottom, camiseta, revista e o que mais inventassem, caía nas minhas garras. Uma tia que vinha sempre aos EUA ajudava a alimentar esse vício, levando pra mim tudo o que ela encontrava pelo caminho. E como eu gostava!
As músicas dele, ainda hoje, mexem comigo. Beat It, Rock With You, Don't Stop 'til You Get Enough, Thriller... Me arrepiam todas as vezes que escuto. E como tenho dançado ao som de Michael Jackson desde o dia 25! Tenho tentado recuperar o tempo em que fiquei meio anestesiada sem ele na cena musical mundial, acachapado pelas tantas bizarrices que adotou em sua vida e que creditaram a ele. Essa mesma mídia que agora diz chorar sua morte ajudou a enterrá-lo ainda em vida. Patético.
Mas falemos do ídolo. Achei um texto do Bruno Mazzeo (eu e a cultura de massa: quem me conhece de verdade, sabe como é intrincado e simbiótico esse relacionamento) que conseguiu traduzir em palavras o que senti desde quando ouvi a notícia até agora. Parece que ainda não caiu a ficha. Aqui nos EUA a overdose continua. Todos os dias, invariavelmente, tem algum "especial" passando sobre a vida dele.
Ontem decidi me registrar para concorrer a 2 ingressos para o show-tributo que farão aqui em Los Angeles na terça-feira. Um misto de animação e angústia me acompanham desde então. Sem dúvida é um lugar onde eu quero e não quero estar ao mesmo tempo, pois se o objetivo é celebrar a vida do astro que mudou o cenário musical mundial - e isso ninguém se atreve a discutir - também será a constatação de uma realidade que os fãs até agora resistem a reconhecer - que o homem está morto.
Nos anos 90, quando ele e Madonna decidiram ir ao Brasil num intervalo muito curto entre um e outro, Henrique e eu tivemos que decidir qual dos shows assistir. Como ainda morávamos em Bsb, seria muita grana ir pros dois. Então, Michael Jackson ganhou e fomos assistí-lo em Sampa, no Morumba, maravilhados com O Cara, sua performance, suas músicas e seu espetáculo, digno de ser chamado SHOW. Ana Paula Arósio estava lá, bem pertinho da gente. Ela e milhares de anônimos que, como nós, cantou e dançou durante mais de 2 horas.
Bom gente, vou parando por aqui porque sei que estou ficando chata. Eu sei, sim. Mas na verdade, e de verdade, o sentimento é genuíno. A sensação é de que uma parte da minha vida se foi um pouquinho com a morte dele. Foi-se porque aquele que me encantou tanto durante uma época já não existe mais, ao menos no plano físico. O ídolo, o primeiro ídolo, aquele que um dia foi tao grande em minha vida e me despertou para a música e para a dança - mesmo tendo ficado esquecidinho durante um tempo - já não respira.
Como dizia Cazuza: "Meus heróis morreram de overdose". A morte dele não deixou de ser isso. Uma overdose de analgésicos, anestésicos. Uma vida de exageros. Exagero de talento, de abuso, de bizarrice, de plástica, de escândalos. Exagero de sucesso e de infelicidade. Agora espero que ele encontre a paz que não teve em vida. E que não o transformem num novo Elvis, com personificações mal feitas por todos os lados. Que ele, finalmente, descanse.
Naquele dia 25 eu não chorei. Mas depois disso, já chorei um pouquinho sim, pensando nele e em tudo o que sofreu em vida. Pensando em seus filhos, que agora passarão por um turbilhão mesquinho. E chorei um pouco por mim também, por ver que a vida é isso aí. A gente nasce, cresce, se reproduz e morre mesmo. Às vezes nem consegue cumprir esse roteiro. Não tem pra onde correr. Ninguém fica prá trás! Nem quem a gente chegou a considerar, um dia, imortal.
O link pro blog do Bruno Mazzeo: http://bloglog.globo.com/brunomazzeo/#
(O título do post é "THE ONE").
sexta-feira, 3 de julho de 2009
DEVANEIOS DE UMA FÃ DE CINEMA - By Chris Zago
Sou fã de carteirinha do Selton Melo e, sempre que tenho oportunidade, me enfio num cinema. Juntando essa fome com essa vontade de comer é que fui ver os dois últimos filmes estrelados por ele, que estão passando na telona e que ora indico: Mulher Invisível e Jean Charles. O primeiro narra a história fictícia (ainda bem... Rs) de um homem que cria uma mulher perfeita (Puxa vida! A Luana Piovani tá mais que perfeita naquele filme, eu hein!? Sai pra lá!!!!!) depois de uma baita desilusão amorosa com a esposa, que o deixa por um alemão em razão de sentir-se invisível perante o marido (Selton Melo). Essa criação psicológica é o que eu chamo de canalizar um sentimento. Mas esse tema não é novidade, pois há sei lá quantos anos vi um filme intitulado “Mulher Nota Mil” em que uns adolescentes inventam essa tal mulher perfeita. Deve ser sonho masculino. E, claro, feminino, pois quantas de nós não queríamos juntar a personalidade de um, o corpo de outro, o bom humor de outro, o alto astral de outro, a maneira de dançar daquele outro, o cavalheirismo daquele lá adiante, a tranquilidade de outro, a paixão arrebatadora daquele acolá, o amor incondicional do outro e, por fim, curtir o resultado? Quantas de nós? Mas, sejamos realistas e reservemos essas “viagens” para o cinema, né não!? Homem de verdade tem defeitos mesmo, fazer o quê? Os perfeitos são gays. Rs. O outro filme, Jean Charles, que acabei de ver, narra a história baseada em fatos reais de um mineirinho pobre e gente fina nascido no ano de 1978 que vai batalhar a vida em Londres, dá uma força a um monte de parente lá e, por ser confundido com um terrorista, é morto pela polícia daquele País no ano de 2005. O personagem do Selton Melo é brilhante, mas o que me chamou muito a atenção foi a questão vivida pela prima dele, da qual esqueci o nome (quem me conhece bem sabe que não costumo gravar nomes...). Ela chega a Londres toda “enquadradinha”, vai morar com o primo e trabalhar fazendo de tudo num restaurante cujos donos são italianos, depois consegue um emprego de garçonete por meio de um amigo muito lindo e também estrangeiro naquele país (a quem dispensa por ter namorado no Brasil) e vive de mal-humor (é assim que se escreve?) por ter-se arrependido de largar a vidinha do “interiorrrrr” em Gonzaga/MG, cidade de Jean Charles, perto de Governador Valadares/MG. Ademais, defende a ideia de que está lá só pra trabalhar. Depois da morte de Jean Charles, ela retorna a sua terrinha, retoma o antigo emprego de secretária de dentista e é pedida em casamento pelo namorado. O filme retrata bem os momentos em que ela se vê meio que sem lugar no seu local de origem, diante da “mediocridade” da sua rotina e da pobreza de espírito das moças da sua idade, cujas conversas ressaltam o falar da vida alheia. Quem aguenta isso??? Três anos depois, lá está ela em Londres, solteiríssima e de mochilão nas costas, partindo para a viagem da sua vida, com destinos incertos, mas para diversos países antes mencionados por Jean Charles, idealizador desse sonho. Eu me realizei nela. Não tive muitas oportunidades na vida antes de ser escolhida pela minha atual profissão e talvez por falta de conhecimento nunca cavei uma oportunidade, como é de se esperar de alguém que tem muita vontade. Até hoje não pisei em solo europeu ou asiático ou africano ou da Oceania (seria solo oceânico? Rs), lugares que quem sabe um dia ainda vou conhecer na qualidade de mochileira, se Deus quiser! A propósito, fora do Brasil, esse País mais que lindo e do qual pretendo conhecer muuuuuuitos lugares, só fui ao Paraguai (e nem foi pra comprar muamba...), Argentina e Chile, perdi a chance de ser feliz lá no Peru com Valeska e Rodolfo e, infelizmente, não passa disso. Acho que um dia vou ser uma mochileira velha, daquelas bem enrugadas mesmo, mas com muita disposição, para estar em locais em que alimento sonhos de conhecer. Só não vou me aventurar sete anos no Tibet, já que nem sei se a idade vai permitir. Só se o Brad Pitt estiver lá. Ah! Aí a gente arranja disposição!!! Rsrsrs...
Assinar:
Postagens (Atom)