quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Clube de Leitura para 2011

Todo mundo tem ou deveria ter um projeto “para o ano”, como diz o nordestino que fala o bom português. Eu não sou diferente. Pelo menos nesse quesito. Meu projeto é ficar mais cabeçuda, inteligente, hábil, sagaz... Uia! Rs. E gastar meu tempo livre (que vou providenciar ter...) e minha energia vital com coisa que preste... Rs. Ah! E também exercitar a minha sensibilidade. Tudo isso de uma maneira prazerosa. Não custa nada tentar, né!? Rs. Olha só há quanto tempo eu quero isso: tenho a cópia de uma matéria veiculada na revista época dos idos de 2001 (hoje consultei no site http://epoca.globo.com/edic/20010319/cult1a.htm e a encontrei), intitulada “Os romances que ninguém deve morrer sem ler”. Não. Eu não tenho a intenção de morrer depois de lê-los. Quem me conhece bem sabe que desejo viver pelo menos 200 anos. Mas quero muito lê-los. Nessa matéria, segundo consta, “cinco especialistas em literatura escolheram os romances fundamentais dos séculos XIX e XX. Os brasileiros Massaud Moisés, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes e João Adolfo Hansen e o americano Harold Bloom votaram em 55 títulos – 19 foram citados mais de uma vez. Formam a lista de leitura obrigatória.” Os 19 títulos campeões são:
O vermelho e o negro – Stendhal
Guerra e paz – Leon Tolstói
Ulisses – James Joyce
m busca do tempo perdido – Marcel Proust
Crime e castigo – Dostoievski
Madame Bovary – Gustave Flaubert
A montanha mágica – Thomas Mann
Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa
O processo – Franz Kafka
Moby Dick– Herman Melville
O homem sem qualidades – Robert Musil
Eugênia Grandet – Honoré de Balzac
O primo Basílio – Eça de Queirós
Dom Casmurro – Machado de Assis
David Copperfield – Charles Dickens
Os miseráveis – Victor Hugo
Ao farol – Virginia Woolf
Grandes esperanças – Charles Dickens
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Além de respeitar demais a opinião de especialista, independente da ordem, adoro ler romance. Apesar de não ser Alice. Rs. Bom, uma das maneiras com as quais quero por em prática essa pretensão, que é a de ler e ler e ler essas publicações, data de 2001. Mas estou sempre tentando, ainda que de outros modos ... Rs. Recentemente, assisti ao filme “O Clube de Leitura de Jane Austen”, lançado em 2007, dirigido por Robin Swicord e que conta a história de um grupo que se uniu para ler e discutir mensalmente as 6 obras da escritora inglesa Jane Austen, considerada “perfeita para curar os males do mundo”. Concordo. Li todas elas antes de ver o filme, que nos provoca a conhecer o trabalho da autora. Para se ter uma noção sobre o perfil dos componentes do grupo, vai uma pincelada sobre cada um: Bernadette (Kathy Baker), que propôs a criação da associação, foi casada 6 vezes e agora vive sozinha; Jocelyn (Maria Bello) jamais se casou e está em depressão devido à morte do seu cachorro; Sylvia (Amy Brenneman) é casada com Daniel (Jimmy Smits), que está apaixonado por outra; Allegra (Maggie Grace), filha de Sylvia e Daniel, é uma jovem homossexual que decide voltar para casa para servir de suporte dos pais, devido aos problemas no casamento; Prudie (Emily Blunt) é uma jovem professora de francês de colegial, que se casou recentemente com Dean (Marc Blucas) e teve de cancelar uma aguardada viagem para Paris devido a um problema nos negócios; e Grigg (Hugh Dancy) é um técnico “nerd”, que gosta de participar de convenções de ficção científica. Com o tempo, eles se abrem sobre suas vidas, percebendo as mudanças que neles acontecem e encontram semelhanças, prognósticos, sabedoria e conselhos sobre suas próprias trajetórias em meio às maravilhosas narrativas de Austen. Para falar mais sobre a película, tem uma crítica no site http://ofinodamostra.blogspot.com/2007/10/o-clube-de-leitura-de-jane-austen.html que tomo a liberdade de colocar aqui:
“O filme, entretanto, acaba caindo no moralismo barato ao usar o nome de Jane Austen para justificar as escolhas mais conservadoras da trama. Todas as mulheres que têm problemas com seus casamentos no filme, em vez de terminá-los sem traumas e seguir com a vida, ficam eternamente no dilema volto ou não volto, fiz certo ou não... Quando Prudie está em dúvida se trai ou não o marido que não ama mais, aparece a frase "O que Jane faria?", como justificativa para a "integridade" da personagem ser mantida. Mas as situações não são, nem de longe, as mesmas. O divórcio, na época de Jane Austen, só existia caso a mulher fosse infiel. Ao defender que o casamento era a mais importante escolha da vida da mulher, portanto, a escritora não demonstrava conservadorismo, e sim um realismo que condizia com sua época. Mesmo assim ela jamais defendeu que as mulheres deveriam se acomodar e casar sem amor só por uma boa situação financeira. As mulheres contemporâneas não passam por essas privações. Transformar o pensamento de Austen em algo tão tradicional é tirar a obra de seu contexto para justificar o conservadorismo da trama de O Clube de Leitura...”
Gosto do tema casamento e suas razões de ser. Acho que um dia vou ser conselheira casamenteira. Enfim, depois de divagar um monte, chego ao ponto. Quero, em 2011, juntar gente pra formar um clube de leitura. Com direito a reuniões mensais numa casa, num café, num boteco, numa champanharia, numa praia, na Chapada dos Veadeiros. Não só para a leitura de obras de Jane Austen, mas, inicialmente (haja pretensão...), dos 19 romances campeões, escolhidos pelos especialistas em literatura consultados pela Época e que já adquiri. Ei! Livro não se empresta, viu!? Rs. Os detalhes a gente acerta quando houver quorum suficiente. Se houver. Rs. Fica a ideia. Fica o convite. A propósito, paz, bem e muita leitura em 2011!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um paralelo entre o filme Contato e o mirante da Chapada dos Guimarães

Dia desses vi de novo CONTATO, um filme de ficção baseado no livro homônico, escrito pelo astronômo, físico e matemático Carl Sagan, lançado em 1997, dirigido por Robert Zemeckis e que conta a história de uma cientista do SETI (sigla em inglês para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) em sua incessante procura por provas de vida fora da terra. Eleanor Arroway, interpretada por Jodie Foster, é uma radioastrônoma que descobre um sinal extraterrestre transmitido a partir da estrela Vega. Este sinal contém um conjunto de informações, dentre as quais a primeira grande transmissão televisiva realizada na Terra, dos Jogos Olímpicos de Berlim, na qual Hitler aparece e instruções para a construção de uma máquina de transporte espacial. Após a experiência dentro da máquina, Ellie encontra o pai falecido e muda de concepção. Antes de falar dessa sua modificação, abro um parêntese. No encontro da cientista com o pai, é incrível como a película consegue passar a imagem de se encontrarem dentro de um volume que não é o ar, pois estão envoltos em algo palpável. Voltemos à modificação de Ellie. Para ela, o que parecia certo e racional, passa a ser de origem metafísica, ou seja, para além da física, da matéria. Para alguém cético como ela, essa experiência lhe traz um olhar diferente sobre o universo. Longe de mim ser cética. Ao contrário. Creio demais, ainda que em coisas não provadas de modo evidente. Creio inclusive naquilo que não posso ver, ouvir, sentir o cheiro, degustar ou tocar. Mas tem certas experiências na vida em que acredito que Deus está se mostrando à prova pra esses nossos sentidos. Ano passado, quando estive na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, passei por esse ensaio. Ao desfrutar da paisagem do mirante que agora não recordo o nome, tive a nítida impressão de poder tocar naquela imagem, como se estivesse imersa nela, envolvida, abraçada por ela. Sabe a sensação de estar mergulhando em Fernando de Noronha, em que a água já embrulha o seu corpo e você pode (mas não deve... rs) tocar em toda aquela riqueza natural que vê? Então. É essa. O paralelo que faço entre o filme e o mirante é a prova que tive dessa outra dimensão. Na Chapada, a minha grande descoberta foi ter a sensação de ver funcionar todos os meus sentidos numa simples, se assim posso dizer, paisagem. Indico os dois, como experiência de fé e felicidade.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Baterias Recarregadas

Chego do Brasil com o maior gas, cheia de planos e sonhos. Esses 45 dias foram de muito amor, de muita energia boa, junto a minha familia e aos meus amigos. Eh dificil morar tao longe, mas eu gosto muito dessa vida andarilha. Os horizontes se ampliam e a nossa emocao fica mais a flor da pele. E eu nao sou de fugir de sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Vou ate o fundo do poco, chupo a fruta ate o caroco!

A voces, minhas queridas amigas de sempre, "todo amor que houver nessa vida"! Amor de amigas, amor de irmas!!!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cinema Mamão Com Açúcar

A Ana Lúcia, minha irmã “preta” de consideração e que mora comigo, fica brava quando digo que os filmes que ela mais curte são os do gênero mamão com açúcar. Pensa numa mulher pau da vida!? Mamão com açúcar pra mim, em cinema, é sinônimo de tema leve, leviiiinho, quase pueril. Mas que também não faz mal ver, dependendo do dia e da disposição. Ela apela porque acha que é um desrespeito meu em relação a esse tipo de filme... Por isso não vou relacionar aqueles que assim considero. Risos.
Particularmente, prefiro filmes que me alteram o psicológico, que mexem comigo. Gosto de sair do cinema completamente perturbada, sem rumo, sem sequer lembrar o caminho de casa. Risos. Gosto de me sentir ou muito feliz ou muito triste ou muito reflexiva ou abismada demais com a história que acabei de ver. Sair da sala de projeção com a seguinte sensação: “Quem eu sou? Onde estou?”. Adoro!!! Sabe aquele acabar de acordar, de manhã, de um sonho que parece que durou a noite toda? É essa a sensação. Deve ser por isso que não me incomodo em fazer esse tipo de programa sozinha. Esse sentimento, em regra, é consequência dos gêneros drama ou romance. Mas tem que ser um romance daqueles, não mamão com açúcar! Risos. Não vou falar aqui de terror, pois desde quando deixei a adolescência não encaro mais esse gênero. Eu, hein! Não gosto mais de mexer com quem tá quieto!
Filmes assim me modificam. Mexem comigo a ponto de me fazer ter um olhar diferente sobre a vida, sobre os acontecimentos da vida. Filmes de superação, de combate às diferenças, de vivências de situações fora do que é considerado padrão, de relacionamentos em geral, muito me tocam.
E cinema é uma das poucas coisas que fazem a minha cabeça parar de viajar além daquilo que estou vendo ou ouvindo ou sentindo...
Lembro bem da sensação que tive ao final do filme O Céu Que Nos Protege (The Sheltering Sky), baseado no romance de Paul Bowles, que entrou em cartaz nos idos de 1990 e foi dirigido por Bernardo Bertolucci, um dos roteiristas. Recordo até hoje do sentimento que tive, pois me fez viajar por uma cultura absurdamente diferente! A história começa logo depois da 2ª Guerra Mundial, quando Kit (Debra Winger) e Port Moresby (John Malkovich), um casal de americanos que vive em Nova York, viaja para a África, deserto do Saara, na esperança de que novas experiências lhes dê um novo rumo na vida, reconstrua o amor e preencha o vazio que sentem, pois a relação está em crise e se algo não acontecer eles acreditam que o casamento tende a acabar. Na África, eles não se consideram turistas, mas viajantes. Aprendi que o turista, quando chega, já pensa em voltar, enquanto o viajante pode nem voltar. Acho que quando me aposentar vou me tornar viajante... Risos. Esse casal se separa em alguns momentos da aventura naquele continente e têm experiências marcantes. O clima, em alguns momentos, é de risco e lembra um suspense.
Outra película que marcou a minha vida, apesar de tê-lo visto na TV, foi o drama e suspense O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express), vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1978 e dirigido por Alan Parker. Ei, meu caro leitor, pode parar de fazer a conta dos aniversários que já fiz, pois esse filme eu vi aaaanos depois, viu!?, mesmo porque, na época do seu lançamento, eu andava de calcinha lá no Gama e no Cine Itapuã só rolava filme pornô ou shaolin. Risos. Ainda que não o tenha vivenciado no cinema, não posso deixar de comentá-lo. A história é baseada na biografia homônima de Billy Hayes (Brad Davis), um jovem americano que experimenta uma prisão turca, depois de pego em Istambul tentando traficar haxixe. Após sofrer por quatro anos com sádicas torturas em condições subumanas, Billy está prestes a ser solto, quando seu perdão é negado. Apenas a sua coragem e o apoio de um prisioneiro amigo lhe dão forças para fugir por meio do trem denominado Expresso da Meia-Noite, transporte do lugar e que serviu de inspiração para o nome do filme.
Poderia falar de mais um monte, mas paro por aqui.
Teve um tempo na minha vida que, sempre que podia, experimentava ver uns três filmes no cinema, no mesmo dia, um seguido do outro. Pra quem trabalha em regime de plantão isso fica relativamente fácil. O que não é fácil é, quando do retorno pra casa, separar as histórias umas das outras, refletir sobre o que se viu sem misturar tudo na cabeça. Refletir o pós filme é o caminho pra se aproveitar algo na própria vida, pra se tirar algum proveito. Portanto, ver tudo ao mesmo tempo no cinema é o que hoje chamo de desrespeito com esta arte, pois, tal qual namorar um monte de gente ao mesmo tempo (longe de mim fazer isso... risos... cuida-se de experiência alheia, acreditem!... risos), você não consegue dar o real valor a cada história.
Não sei bem a razão, mas depois desta última reflexão, lembrei de uma fábula de Esopo (O Cão e o Naco de Carne), cuja moral é “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”!
Portanto, mais vale ver em um só dia um só filme que vale a pena do que comer com farinha experiências sem número em salas de projeção.

sábado, 26 de junho de 2010

Amor Verdadeiro

Fala-se muito da conexão além do físico entre mãe e filho.
Assisti recentemente um filme que retratou essa crença: A Jovem Rainha Vitória (Young Victoria, 2009), Oscar de Melhor Figurino 2010 e que trata do período em que a filha da Duquesa de Kent (Miranda Richardson) assumiu o trono do Reino Unido do século 19 aos 18 anos, em decorrência da morte prematura do seu tio, Guilherme IV. A trama mostra os erros e acertos de Vitória (Emily Blunt) em seus primeiros meses no cargo, incluindo uma crise constitucional gerada pela escolha, acredite!, de camareiras. O curioso é que ela acabou por reinar durante 64 anos, período que ficou conhecido como Era Vitoriana e no qual imperou lado a lado com o marido que escolheu, o primo Albert de Saxe-Coburg (Rupert Friend). Devem ser essas a razões da sua história ter sido escolhida pra tema de filme. No exato momento em que ela sofre um atentado no qual um súdito atira na sua direção, consequência de um reinado impopular, a sua mãe arrepia os pêlos dos braços. Ficou bem retratada a conexão entre as duas.
Outra cena que mostrou essa ligação que ninguém racionalmente explica foi a da novela das 8 da Rede Globo, Viver a Vida, na qual Tereza (Lília Cabral) sofre um mal estar repentino no preciso momento em que a filha Luciana (Alinne Moraes) sofre o acidente de carro que a deixa tetraplégica.
Lembro dessas duas cenas, mas sei que cada um de nós, se parar pra pensar, vai ter uma história pra contar.
A minha é a seguinte:
Dia desses, fui a uma festa na fazenda de um casal de tios muito queridos no entorno do DF. Lá é daqueles lugares que não dá vontade de ir embora. Por isso acabei pernoitando. Celular não pega. Na manhã seguinte, estávamos conversando potoca (do dicionário goianês, potoca significa bobagem), eu sentada numa cadeira e com os pés sobre outra, numa folga que dava gosto e, pouco antes do almoço, que já estava sendo preparado, me deu aquela vontade inopinada de ir embora. Ninguém entendeu o porquê. Nem eu, afinal, quem me conhece sabe que almoço pra mim é sagrado e dou uma boiada pra comer a comidinha da Tia Valdomira. Na estrada de volta, eu sem almoçar, o meu celular começou a avisar as ligações feitas enquanto fora da área de cobertura e eis que havia as do pai do Dante. Várias. Liguei e soube que no exato momento em que me bateu aquela agonia, sentada naquela cadeira e de pés pra cima, o Dante tinha metido a canela na beira da piscina e cortado a ponto de ver o branco do osso da perna do menino! Os encontrei (Dante e o pai) no hospital e a ferida foi costurada. Ficou tudo bem, claro, mas a sensação que tive naquela fazenda me intriga e me prova que essa conexão existe.
Tenho um primo muito estimado que gravou o número do telefone da mãe na agenda do celular dele com o título “Amor Verdadeiro”.
Realmente, se fosse possível comparar amor, esse, de mãe pra filho, não perderia pra nenhum outro!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Minha Nova Aventura

Ola meninas,

Hoje estou aqui para contar pra voces a minha mais nova aventura!

Resolvi realizar um sonho de muito tempo e montar minha escolinha de portugues para criancas. Meu publico-alvo sao filhos de brasileiros - fluentes ou nao. Atraves de muita brincadeira, cantoria e historinhas, vou ensinar para os pequenos de 3 a 8 anos um pouco da nossa cultura e muito de portugues. Marquei o inicio das aulas para o dia 17 de abril.

Ja estou recebendo retorno desse meu convite, todos amam a ideia. So estou esbarrando num detalhe: grana. Como aqui a crise financeira ainda esta bombando, quando o assunto eh dinheiro, todo mundo desconversa. Mas ainda assim, nao desisto. Ainda que comece minha escolinha com apenas um aluno, farei. E vou contando os meus progressos aqui tambem.

Vou aproveitar o ensejo para pedir a quem tiver e quiser doar livros de historias brasileiras, para lembrar de mim. Vale tudo que for adequado a essa faixa etaria que mencionei acima e tambem para publico infanto-juvenil: Cecilia Meirelles, Ruth Rocha, Monteiro Lobato, Lygia Fagundes Telles, Maria Clara Machado, Coletaneas tipo "Para Gostar de Ler", entre outros. Eh so me avisar que coordeno com meus pais para buscar/esperar a doacao.

Bom meninas, eh isso. Tenho passado meus dias no meio de alguns sonhos e muita acao. Desejem-me sorte!

quarta-feira, 17 de março de 2010

RÊ a todas

RÊ,

Bom te REencontrar por aqui!! REnovada e REstabelecida!

Essa nova versão RÊ está demais! Alto astral e turbinada, ela já vem com todos acessórios de fábrica: inteligente, amiga, leal e muito divertida.

RÊ e demais amigas: sejam REbem-vindas ao diablogar.

Vamos soltar a língua, tricotar e REcontar e REviver nossos momentos.

E nunca é demais REpetir: estou com saudades de todas vocês!!!

RÊ: cheguei a postar uns comentários este ano sobre o brinde e o poema da Paty "Meirelles", aliás, que talento escondido!
Bjk,
Lili

segunda-feira, 15 de março de 2010

Feliz Ano Novo

Nossa, sempre venho aqui ver se tem novidade, mas desde o brinde da Cleo ninguem mais se animou a escrever. Pena.

E como eu nao gosto de mesmice, estou aqui para contar a voces que 2010 comeca agora pra mim. Ja estou praticamente recuperada da minha segunda cirurgia e, depois de altos e baixos emocionais (mais baixos do que altos), estou mais do que pronta para comecar o ano.

Chega de falar em doenca, exames, cirurgia, recuperacao, paciencia... Agora eu quero mais eh recuperar o tempo passado em marcha lenta.

Feliz Ano Novo!!!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Brinde

Brindar é muito bom.
Implica estar entre pessoas - queridas - e ter copos à mão.
Aqui, neste momento eternizado acima, a alegria era grande, e o motivo do brinde maior ainda!
Sou ruim com citações, mas acho que foi o Vinicius quem disse: "Amigos a gente não faz: reconhece-os".
Então, neste solene 22 de Dezembro de 2009, em meio aos crepes e demais bebemorações, estávamos nos reconhecendo mais uma vez e comemorando a vida.
Salve, salve!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Do fundo do baú
Olá queridas amigas!
Desejo um ano-novo-bom cheio de saúde e muitos fogos de artifício...
Estava com saudades de aparecer por aqui: final de ano corrido, muitos afazeres, enfim! Mas ontem me deparei com uns escritos meus, aqueles que ficam guardados no fundo do baú, cheios de poeira mesmo. Escritos de um tempo em que colocava no papel as emoções.Veio o casamento, vieram os filhos e me esqueci bastante dessa prática. De vez em quando vou colocar algo aqui para vocês lerem... A poesia sempre foi uma espécie de combustível para mim. Então, para vocês em 2010, muita poesia!
SAUDADE
Saudade. Ausência daquele quê que me envolvia e me fazia tão mulher. Tudo era tão intenso e por isso mesmo tão perto da morte. Morte do nosso tempo. E entre um ágape e outro, quanta história, quanta memória farta de sedução. Os olhos ainda brilham, mas se esqueceram que eram narcisos e não se procuram mais. Aquela cumplicidade toda, agora se dilui. É como se um ácido ousasse corroer o que havia de mais eterno. É como se aquele vulcão fingisse se tornar um sopro falho de calor. É como se eu engolisse o desaforo do mundo. E engolida não posso sequer falar. Calar é o meu desespero. O que me resta é aquele resto de olhar, que tímido esqueceu-se de toda emoção. Esquecemos um do outro. Esqueci de dizer o quanto amei. Amei-te. Em meio a tanta loucura pensei estar explícito o que para mim era a única verdade. Esqueci, mas esqueceu-se também. Esqueceu-se do abrigo, do afago, do mundo que despejei sobre teus pés e era a ti destinado. Esqueceu-se de tentar vingar aquela semente cujas raízes afundaram. E nossa amizade, tão sincera, foi a mais esquecida e enterrada. Agora jaz numa rua sem esquina. Sem uma quilha que a faça retornar. Não há chance de sobrevivência. Os pássaros do acaso não ousam mais pousar sobre o meu ombro. Um grito abafado ecoa e se perde na madrugada vazia. Vadia. Vampira noite que me engole, gole a gole, e me embriaga de lucidez. A noite e eu, num ágape de solidão. A noite provocando prazeres e desenhando com estrelas uma realidade mais colorida, de onde provém fluidos únicos de bem-estar e um estado quase feliz.
Sem você, mas quase feliz.
Sem você, mas pela primeira vez, plena de mim!
(há quase duas décadas atrás...)
Beijos procês...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Cleo Street





Na California tem uma rua com o nome da Cleo. No microcosmo da CA, na Pacific Coast Highway (PCH) em Laguna Beach - meu lugar preferido aqui nas redondezas - tem uma rua inteira com o nome da minha amiga Cleo.

Ha anos tinha visto essa placa, mas como sou uma comunicologa com a cabeca nas nuves, sempre que passava por la me lembrava que nao havia trazido uma camera fotografica para registrar. Sorte a minha de ter um irmao hi-tech, cheio de firulas, com um celular que eu ainda vou ter um.

E foi num dia lindo e ensolarado de novembro, em plena PCH, que paramos o carro quase no meio da rua para tirar foto da plaquinha da Cleo.