terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Um paralelo entre o filme Contato e o mirante da Chapada dos Guimarães

Dia desses vi de novo CONTATO, um filme de ficção baseado no livro homônico, escrito pelo astronômo, físico e matemático Carl Sagan, lançado em 1997, dirigido por Robert Zemeckis e que conta a história de uma cientista do SETI (sigla em inglês para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) em sua incessante procura por provas de vida fora da terra. Eleanor Arroway, interpretada por Jodie Foster, é uma radioastrônoma que descobre um sinal extraterrestre transmitido a partir da estrela Vega. Este sinal contém um conjunto de informações, dentre as quais a primeira grande transmissão televisiva realizada na Terra, dos Jogos Olímpicos de Berlim, na qual Hitler aparece e instruções para a construção de uma máquina de transporte espacial. Após a experiência dentro da máquina, Ellie encontra o pai falecido e muda de concepção. Antes de falar dessa sua modificação, abro um parêntese. No encontro da cientista com o pai, é incrível como a película consegue passar a imagem de se encontrarem dentro de um volume que não é o ar, pois estão envoltos em algo palpável. Voltemos à modificação de Ellie. Para ela, o que parecia certo e racional, passa a ser de origem metafísica, ou seja, para além da física, da matéria. Para alguém cético como ela, essa experiência lhe traz um olhar diferente sobre o universo. Longe de mim ser cética. Ao contrário. Creio demais, ainda que em coisas não provadas de modo evidente. Creio inclusive naquilo que não posso ver, ouvir, sentir o cheiro, degustar ou tocar. Mas tem certas experiências na vida em que acredito que Deus está se mostrando à prova pra esses nossos sentidos. Ano passado, quando estive na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, passei por esse ensaio. Ao desfrutar da paisagem do mirante que agora não recordo o nome, tive a nítida impressão de poder tocar naquela imagem, como se estivesse imersa nela, envolvida, abraçada por ela. Sabe a sensação de estar mergulhando em Fernando de Noronha, em que a água já embrulha o seu corpo e você pode (mas não deve... rs) tocar em toda aquela riqueza natural que vê? Então. É essa. O paralelo que faço entre o filme e o mirante é a prova que tive dessa outra dimensão. Na Chapada, a minha grande descoberta foi ter a sensação de ver funcionar todos os meus sentidos numa simples, se assim posso dizer, paisagem. Indico os dois, como experiência de fé e felicidade.

6 comentários:

  1. Ei Chris! Já vi o filme, mas nunca estive na Chapada... Não na dos Guimarães! Quanto a essa outra dimensão, pode ter certeza: felizes daqueles que a percebem. Beijos neste final de 2010 com vontade de nos vermos mais em 2011!

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  2. Cris, não vi o filme, mas já estive na Chapada algumas vezes. É difícil explicar a força que emana daquela região e nos seduz. Eu particularmente não gosto muito de buscar explicações para essa energia vital, essa outra dimensão. Mas vai um link aí só pra aumentar a curiosidade. Beijo. http://www.chapadadosguimaraes.com.br/teoria.htm

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  3. Amiga Chris
    Amei aquele filme e o que você falou é verdade! A experiência que a personagem teve foi além da física! Algo que o campo científico tradicional não tem como explicar!Na minha concepção, quando vi aquele filme, percebi que ela estava tendo contato com um enviado de Deus,como um anjo, que assumira a forma de seu pai. Achei lindo! Com relação a sua experiência, eu estava lendo um livro chamado "ortodoxia generosa" e o autor contava uma experiência que tivera com o espírito santo, em uma mata, assim como a sua!!! Acho que você foi agraciada!!! Depois eu envio o trecho para você! Lindo texto! Parabéns!!!!!I love you

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  4. ah, outro coisa! Assistindo discovery chanel, eu vi um caso de um cara que voltora de uma morte cerebral. Ele relata que quando os médicos diziam que queria desligar os aparelhos, ele ouvia e queria gritar que estava vivo. Os cientistas da matéria disseram que a consciencia pode não estar ligada diretamente ao cérebro...campo este da ciência ainda não conhecido. Massa , né Bjs

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  5. Já vi o filme, algumas vezes, bacana mesmo. Dos meus temas preferidos hehe...A mais moderna física teorica, astronomia e cosmologia já consideram o termo "universo" ultrapassado. Hoje diz-se pluriverso, diante da existência das diversas camadas dimensionais, as quais, especulam os cientistas mais renomados, estão muito próximas de serem provadas cientificamente como existentes. De fato a maior parte da vida não está diante desses nossos olhos materiais. Muito a ser conhecido, muito a ser visto, muito ainda a ser aprendido. Bjs, Chris ! Bruno M.

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  6. Cléo, querida, então marca logo a ida lá pra Chapada dos Guimarães...

    Lúcio, sabia que vc é um cara sensitivo... Rs.

    Fábis, manda logo o trecho do livro.

    Bruno Maurício, vc é um cabeção, mesmo.

    Bjs e agradecimentos a todos vcs que estão lendo e participando...

    E um 2011 cheio de grandiosas experiências.

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