terça-feira, 10 de maio de 2011
Vida de Malhadora: Ginástica Localizada Hermes
Vida de Malhadora: Ginástica Localizada Hermes: "Bom dia pessoal! Essa semana falaremos sobre a ginástica localizada em Brasília. Vamos apresentar para vocês os 'Mestres da Local'. Para re..."
domingo, 23 de janeiro de 2011
A face feia do filme “Biutiful”
Falta do que fazer é uma coisa mesmo... No meu caso, acabo indo ver um filme atrás do outro no cinema, mesmo já tendo dito que isto não é muito indicado, já que pode embaralhar as coisas na cabeça de quem assiste. Essa minha reincidência me faz lembrar o que um amigo disse sobre mim (pra mim, claro, já que é amigo), certa feita: que, de tão incoerente, sou coerente. Adorei a descrição!
Hoje vi, por último, “O Turista”, com Angelina Jolie. É aquela produção americana cujo final todo mundo já sabe: feliz! Dele não vou falar agora.
Antes de “O Turista”, assisti ao “Biutiful”, do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que fez "21 Gramas" e "Babel". "Biutiful" é uma produção hispano-mexicana, com final bem previsível pra quem conhece produção europeia (tá, tudo bem, não é só europeia, mas principalmente...).
Ele narra a história de Uxbal, interpretado pelo espetacular Javier Bardem (o mesmo de “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “Vicky, Cristina e Barcelona”) e se passa em Barcelona. O longa trata de muitos assuntos sensíveis e de “biutiful” não tem nada. Mostra mesmo é a face feia da vida. E com uma força brutal.
Uxbal cria dois filhos, uma de 10 e um de 7 anos, cuja mãe, de quem é separado, é bipolar. A propósito, o nome do filme foi inspirado numa cena em que o pai está ajudando a filha a fazer o dever de casa de inglês e ela pergunta como se escreve beautiful, quando ele lhe responde que se escreve como se fala. Sobre a ex-mulher, é retratado na película o que uma família com mãe bipolar pode sofrer. É tão real nesse ponto que parece documentário, pois mostra com uma realidade cruel as idas e vindas de uma pessoa bipolar, o que ela pode fazer com si mesma e com os filhos.
Não bastasse a bipolaridade de uma pessoa, fala de uma outra doença abominável: o câncer. Uxbal se descobre com câncer de próstata, que já migrou para ossos e fígado, com previsão de 2 meses de vida. E sofre absurdo com o fato de deixar seus filhos órfãos.
Então tá: até agora estamos falando de um pai, que tem câncer em fase terminal e duas crianças, cuja mãe é doida de pedra.
Continuemos...
Uxbal é vidente e, por isso mesmo, vê assombração pra todo lado. Um dos trabalhos dele é visitar mortos em velórios e ter um contato com eles. E dar o recado para as famílias. E quando dá o recado, ainda sofre com a hostilidade de algumas dessas mesmas famílias que o pagam pra isso.
Ok. Falamos até agora de alguém que vai morrer em poucos dias, tem duas crianças que não podem contar com a mãe e sofre com as consequencias de sua mediunidade.
Não bastasse tudo isso, o homem espanhol tem como ocupação oficial explorar a mão-de-obra de imigrantes chineses e africanos em Barcelona. Barcelona está irreconhecível na história. Depois que fiz o Caminho de Santiago de Compostela e conheci a parte rural da Espanha, achei Barcelona um espetáculo de cidade!!! Mas no filme é como se o diretor tivesse levado o México (que só conheço por filmes...) à Espanha, já que a charmosa metrópole europeia é vista quase que exclusivamente pelas ruas degradadas dos bairros pobres. Os chineses fabricam produtos falsificados em situação de trabalho escravo e os africanos vendem no comércio informal.
Uma amiga que mora em Barcelona me disse que existe um grave problema social lá em relação aos imigrantes africanos. Li que o fato de não ter eletricidade, emprego, educação ou água corrente em muitas regiões da África, bem como diante da proximidade geográfica com a Europa, a perigosa viagem nas mais traiçoeiras águas do mundo é tida por muitos como um risco que vale a pena. Porém, eles passam a morar na Espanha em condições de vida e de trabalho subumanas.
Além de atravessador, Uxbal recebe o dinheiro da propina para policiais fazerem vista grossa na fiscalização do trabalho dos camelôs. Então, minha gente, ainda por cima o filme trata da corrupção da polícia!
Uxbal se envolve emocionalmente com esses imigrantes e suas famílias. Tem umas cenas chocantes, em que acontece um acidente com aquecedores baratos que ele, na intenção de ajudar, comprou e instalou no cômodo em que cerca de 30 chineses, entre homens, mulheres e crianças, dormem juntos, a porta trancada e, por defeito nos aparelhos, quase todos morrem. Sobra um homem. Outras cenas mostram a violenta prisão de um africano, que é deportado e cuja esposa e filho bebê permanecem no país.
Nos seus últimos dias de vida, Uxbal é cuidado por essa africana.
Concluí que “Biutiful” é surpreendentemente mais dramático do que “Além da Vida”, de Clint Eastwood e que intitulei “visceral” a um primo. Antes de ver “Biutiful” eu acho que não sabia o significado da palavra visceral. Dá ressaca moral braba depois de ver. E só é indicado pra quem não sofre de depressão, pois alguém nesse estado sairia do filme pronto pra uma internação.
Hoje vi, por último, “O Turista”, com Angelina Jolie. É aquela produção americana cujo final todo mundo já sabe: feliz! Dele não vou falar agora.
Antes de “O Turista”, assisti ao “Biutiful”, do cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, que fez "21 Gramas" e "Babel". "Biutiful" é uma produção hispano-mexicana, com final bem previsível pra quem conhece produção europeia (tá, tudo bem, não é só europeia, mas principalmente...).
Ele narra a história de Uxbal, interpretado pelo espetacular Javier Bardem (o mesmo de “Onde os Fracos Não Tem Vez” e “Vicky, Cristina e Barcelona”) e se passa em Barcelona. O longa trata de muitos assuntos sensíveis e de “biutiful” não tem nada. Mostra mesmo é a face feia da vida. E com uma força brutal.
Uxbal cria dois filhos, uma de 10 e um de 7 anos, cuja mãe, de quem é separado, é bipolar. A propósito, o nome do filme foi inspirado numa cena em que o pai está ajudando a filha a fazer o dever de casa de inglês e ela pergunta como se escreve beautiful, quando ele lhe responde que se escreve como se fala. Sobre a ex-mulher, é retratado na película o que uma família com mãe bipolar pode sofrer. É tão real nesse ponto que parece documentário, pois mostra com uma realidade cruel as idas e vindas de uma pessoa bipolar, o que ela pode fazer com si mesma e com os filhos.
Não bastasse a bipolaridade de uma pessoa, fala de uma outra doença abominável: o câncer. Uxbal se descobre com câncer de próstata, que já migrou para ossos e fígado, com previsão de 2 meses de vida. E sofre absurdo com o fato de deixar seus filhos órfãos.
Então tá: até agora estamos falando de um pai, que tem câncer em fase terminal e duas crianças, cuja mãe é doida de pedra.
Continuemos...
Uxbal é vidente e, por isso mesmo, vê assombração pra todo lado. Um dos trabalhos dele é visitar mortos em velórios e ter um contato com eles. E dar o recado para as famílias. E quando dá o recado, ainda sofre com a hostilidade de algumas dessas mesmas famílias que o pagam pra isso.
Ok. Falamos até agora de alguém que vai morrer em poucos dias, tem duas crianças que não podem contar com a mãe e sofre com as consequencias de sua mediunidade.
Não bastasse tudo isso, o homem espanhol tem como ocupação oficial explorar a mão-de-obra de imigrantes chineses e africanos em Barcelona. Barcelona está irreconhecível na história. Depois que fiz o Caminho de Santiago de Compostela e conheci a parte rural da Espanha, achei Barcelona um espetáculo de cidade!!! Mas no filme é como se o diretor tivesse levado o México (que só conheço por filmes...) à Espanha, já que a charmosa metrópole europeia é vista quase que exclusivamente pelas ruas degradadas dos bairros pobres. Os chineses fabricam produtos falsificados em situação de trabalho escravo e os africanos vendem no comércio informal.
Uma amiga que mora em Barcelona me disse que existe um grave problema social lá em relação aos imigrantes africanos. Li que o fato de não ter eletricidade, emprego, educação ou água corrente em muitas regiões da África, bem como diante da proximidade geográfica com a Europa, a perigosa viagem nas mais traiçoeiras águas do mundo é tida por muitos como um risco que vale a pena. Porém, eles passam a morar na Espanha em condições de vida e de trabalho subumanas.
Além de atravessador, Uxbal recebe o dinheiro da propina para policiais fazerem vista grossa na fiscalização do trabalho dos camelôs. Então, minha gente, ainda por cima o filme trata da corrupção da polícia!
Uxbal se envolve emocionalmente com esses imigrantes e suas famílias. Tem umas cenas chocantes, em que acontece um acidente com aquecedores baratos que ele, na intenção de ajudar, comprou e instalou no cômodo em que cerca de 30 chineses, entre homens, mulheres e crianças, dormem juntos, a porta trancada e, por defeito nos aparelhos, quase todos morrem. Sobra um homem. Outras cenas mostram a violenta prisão de um africano, que é deportado e cuja esposa e filho bebê permanecem no país.
Nos seus últimos dias de vida, Uxbal é cuidado por essa africana.
Concluí que “Biutiful” é surpreendentemente mais dramático do que “Além da Vida”, de Clint Eastwood e que intitulei “visceral” a um primo. Antes de ver “Biutiful” eu acho que não sabia o significado da palavra visceral. Dá ressaca moral braba depois de ver. E só é indicado pra quem não sofre de depressão, pois alguém nesse estado sairia do filme pronto pra uma internação.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Primeiro discurso de Dilma Rousseff
Quero colocar aqui palavras não de cunho feminista, longe de mim, mas de cunho estritamente feminino. Pois assim me considero. Ontem, primeiro dia do ano, deitada no sofá da casa dos meus pais, fazendo cafuné nos cabelos da minha mãe e com os pés no colo do meu pai (rs), depois de almoçar um banquete caseiro, fiquei deveras emocionada com o primeiro discurso da nossa nova presidente, no Senado. Não tava botando muita fé não, já que ela se mostra às vezes tão esquisita... Mas adorei cada vírgula. A íntegra está disponível no site http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=106579&codAplicativo=2. Lá não tinha internet e como não podia esperar um só minuto, passei uma mensagem a todas as mulheres da minha lista de contatos do celular. É uma vitória de todas nós, mulheres! Não imaginava que tudo aquilo o que ela discursou fosse mexer tanto comigo. Mexeu. O tom de voz dela me conquistou. Em especial quando mencionou o trecho da obra de um poeta da sua terra. Assim dizia o poema:
“O correr da vida [diz ele] embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.”
Fiquei encucada e pensei cá comigo: “Gente, eu conheço esse poema. Gente, eu tenho esse poema lá em casa... e é pintado numa almofada lá na sala!”. Pois é. E tenho mesmo. É de autoria de Guimarães Rosa e, numa sinopse digna de admiração, resume como a vida é. Altos e baixos, mas afastada toda e qualquer bipolaridade. Calor e frio, que podem ser amenizados com ar condicionado (ou melhor, vento do litoral) e casaco. Apertos e folgas, que podemos treinar suportar, com fé. Sossegos e inquietações, auxiliados pelo exercício diário da felicidade. Tudo isso, todos esses momentos, a gente só vai saber transpor se tiver coragem. É, gente, sem coragem pra enfrentar esse 2011 que tá começando, sem coragem pra encarar o que temos pela frente, emocional, social, financeira e profissionalmente falando, a gente se enfia debaixo do edredon e não quer mais sair. Coragem a todos nós brasileiros. Especialmente a todas nós brasileiras. Ver uma mulher chegar onde Dilma Rousseff chegou me dá a sensação de que a mulher definitivamente está sendo respeitada pelo que faz profissionalmente. E, o que é mais admirável, independente do seu estado civil. Todas sabemos que estado civil é socialmente superestimado. E essas duas questões, profissional e pessoal, dissociadas, como foi a impressão que tive ontem durante a posse da chefe maior do poder executivo, me levam a crer que é possível o mundo respeitar uma mulher independente das suas escolhas na vida pessoal. Ver a presidente no parlatório do Palácio do Planalto ao lado de dois casais (Lula e Michel Temer e esposas), sozinha, porém firme, decidida, corajosa, me deu ânimo, vontade, coragem. Essa foi a impressão que tive. Esses foram o sentimentos que tive. Coragem a todos e a todas nós, homens e especialmente mulheres, brasileiros e brasileiras, em 2011!!!
“O correr da vida [diz ele] embrulha tudo.
A vida é assim: esquenta e esfria,
aperta e daí afrouxa,
sossega e depois desinquieta.
O que ela quer da gente é coragem.”
Fiquei encucada e pensei cá comigo: “Gente, eu conheço esse poema. Gente, eu tenho esse poema lá em casa... e é pintado numa almofada lá na sala!”. Pois é. E tenho mesmo. É de autoria de Guimarães Rosa e, numa sinopse digna de admiração, resume como a vida é. Altos e baixos, mas afastada toda e qualquer bipolaridade. Calor e frio, que podem ser amenizados com ar condicionado (ou melhor, vento do litoral) e casaco. Apertos e folgas, que podemos treinar suportar, com fé. Sossegos e inquietações, auxiliados pelo exercício diário da felicidade. Tudo isso, todos esses momentos, a gente só vai saber transpor se tiver coragem. É, gente, sem coragem pra enfrentar esse 2011 que tá começando, sem coragem pra encarar o que temos pela frente, emocional, social, financeira e profissionalmente falando, a gente se enfia debaixo do edredon e não quer mais sair. Coragem a todos nós brasileiros. Especialmente a todas nós brasileiras. Ver uma mulher chegar onde Dilma Rousseff chegou me dá a sensação de que a mulher definitivamente está sendo respeitada pelo que faz profissionalmente. E, o que é mais admirável, independente do seu estado civil. Todas sabemos que estado civil é socialmente superestimado. E essas duas questões, profissional e pessoal, dissociadas, como foi a impressão que tive ontem durante a posse da chefe maior do poder executivo, me levam a crer que é possível o mundo respeitar uma mulher independente das suas escolhas na vida pessoal. Ver a presidente no parlatório do Palácio do Planalto ao lado de dois casais (Lula e Michel Temer e esposas), sozinha, porém firme, decidida, corajosa, me deu ânimo, vontade, coragem. Essa foi a impressão que tive. Esses foram o sentimentos que tive. Coragem a todos e a todas nós, homens e especialmente mulheres, brasileiros e brasileiras, em 2011!!!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Clube de Leitura para 2011
Todo mundo tem ou deveria ter um projeto “para o ano”, como diz o nordestino que fala o bom português. Eu não sou diferente. Pelo menos nesse quesito. Meu projeto é ficar mais cabeçuda, inteligente, hábil, sagaz... Uia! Rs. E gastar meu tempo livre (que vou providenciar ter...) e minha energia vital com coisa que preste... Rs. Ah! E também exercitar a minha sensibilidade. Tudo isso de uma maneira prazerosa. Não custa nada tentar, né!? Rs. Olha só há quanto tempo eu quero isso: tenho a cópia de uma matéria veiculada na revista época dos idos de 2001 (hoje consultei no site http://epoca.globo.com/edic/20010319/cult1a.htm e a encontrei), intitulada “Os romances que ninguém deve morrer sem ler”. Não. Eu não tenho a intenção de morrer depois de lê-los. Quem me conhece bem sabe que desejo viver pelo menos 200 anos. Mas quero muito lê-los. Nessa matéria, segundo consta, “cinco especialistas em literatura escolheram os romances fundamentais dos séculos XIX e XX. Os brasileiros Massaud Moisés, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes e João Adolfo Hansen e o americano Harold Bloom votaram em 55 títulos – 19 foram citados mais de uma vez. Formam a lista de leitura obrigatória.” Os 19 títulos campeões são:
O vermelho e o negro – Stendhal
Guerra e paz – Leon Tolstói
Ulisses – James Joyce
m busca do tempo perdido – Marcel Proust
Crime e castigo – Dostoievski
Madame Bovary – Gustave Flaubert
A montanha mágica – Thomas Mann
Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa
O processo – Franz Kafka
Moby Dick– Herman Melville
O homem sem qualidades – Robert Musil
Eugênia Grandet – Honoré de Balzac
O primo Basílio – Eça de Queirós
Dom Casmurro – Machado de Assis
David Copperfield – Charles Dickens
Os miseráveis – Victor Hugo
Ao farol – Virginia Woolf
Grandes esperanças – Charles Dickens
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Além de respeitar demais a opinião de especialista, independente da ordem, adoro ler romance. Apesar de não ser Alice. Rs. Bom, uma das maneiras com as quais quero por em prática essa pretensão, que é a de ler e ler e ler essas publicações, data de 2001. Mas estou sempre tentando, ainda que de outros modos ... Rs. Recentemente, assisti ao filme “O Clube de Leitura de Jane Austen”, lançado em 2007, dirigido por Robin Swicord e que conta a história de um grupo que se uniu para ler e discutir mensalmente as 6 obras da escritora inglesa Jane Austen, considerada “perfeita para curar os males do mundo”. Concordo. Li todas elas antes de ver o filme, que nos provoca a conhecer o trabalho da autora. Para se ter uma noção sobre o perfil dos componentes do grupo, vai uma pincelada sobre cada um: Bernadette (Kathy Baker), que propôs a criação da associação, foi casada 6 vezes e agora vive sozinha; Jocelyn (Maria Bello) jamais se casou e está em depressão devido à morte do seu cachorro; Sylvia (Amy Brenneman) é casada com Daniel (Jimmy Smits), que está apaixonado por outra; Allegra (Maggie Grace), filha de Sylvia e Daniel, é uma jovem homossexual que decide voltar para casa para servir de suporte dos pais, devido aos problemas no casamento; Prudie (Emily Blunt) é uma jovem professora de francês de colegial, que se casou recentemente com Dean (Marc Blucas) e teve de cancelar uma aguardada viagem para Paris devido a um problema nos negócios; e Grigg (Hugh Dancy) é um técnico “nerd”, que gosta de participar de convenções de ficção científica. Com o tempo, eles se abrem sobre suas vidas, percebendo as mudanças que neles acontecem e encontram semelhanças, prognósticos, sabedoria e conselhos sobre suas próprias trajetórias em meio às maravilhosas narrativas de Austen. Para falar mais sobre a película, tem uma crítica no site http://ofinodamostra.blogspot.com/2007/10/o-clube-de-leitura-de-jane-austen.html que tomo a liberdade de colocar aqui:
“O filme, entretanto, acaba caindo no moralismo barato ao usar o nome de Jane Austen para justificar as escolhas mais conservadoras da trama. Todas as mulheres que têm problemas com seus casamentos no filme, em vez de terminá-los sem traumas e seguir com a vida, ficam eternamente no dilema volto ou não volto, fiz certo ou não... Quando Prudie está em dúvida se trai ou não o marido que não ama mais, aparece a frase "O que Jane faria?", como justificativa para a "integridade" da personagem ser mantida. Mas as situações não são, nem de longe, as mesmas. O divórcio, na época de Jane Austen, só existia caso a mulher fosse infiel. Ao defender que o casamento era a mais importante escolha da vida da mulher, portanto, a escritora não demonstrava conservadorismo, e sim um realismo que condizia com sua época. Mesmo assim ela jamais defendeu que as mulheres deveriam se acomodar e casar sem amor só por uma boa situação financeira. As mulheres contemporâneas não passam por essas privações. Transformar o pensamento de Austen em algo tão tradicional é tirar a obra de seu contexto para justificar o conservadorismo da trama de O Clube de Leitura...”
Gosto do tema casamento e suas razões de ser. Acho que um dia vou ser conselheira casamenteira. Enfim, depois de divagar um monte, chego ao ponto. Quero, em 2011, juntar gente pra formar um clube de leitura. Com direito a reuniões mensais numa casa, num café, num boteco, numa champanharia, numa praia, na Chapada dos Veadeiros. Não só para a leitura de obras de Jane Austen, mas, inicialmente (haja pretensão...), dos 19 romances campeões, escolhidos pelos especialistas em literatura consultados pela Época e que já adquiri. Ei! Livro não se empresta, viu!? Rs. Os detalhes a gente acerta quando houver quorum suficiente. Se houver. Rs. Fica a ideia. Fica o convite. A propósito, paz, bem e muita leitura em 2011!
O vermelho e o negro – Stendhal
Guerra e paz – Leon Tolstói
Ulisses – James Joyce
m busca do tempo perdido – Marcel Proust
Crime e castigo – Dostoievski
Madame Bovary – Gustave Flaubert
A montanha mágica – Thomas Mann
Grande sertão: veredas – Guimarães Rosa
O processo – Franz Kafka
Moby Dick– Herman Melville
O homem sem qualidades – Robert Musil
Eugênia Grandet – Honoré de Balzac
O primo Basílio – Eça de Queirós
Dom Casmurro – Machado de Assis
David Copperfield – Charles Dickens
Os miseráveis – Victor Hugo
Ao farol – Virginia Woolf
Grandes esperanças – Charles Dickens
Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis
Além de respeitar demais a opinião de especialista, independente da ordem, adoro ler romance. Apesar de não ser Alice. Rs. Bom, uma das maneiras com as quais quero por em prática essa pretensão, que é a de ler e ler e ler essas publicações, data de 2001. Mas estou sempre tentando, ainda que de outros modos ... Rs. Recentemente, assisti ao filme “O Clube de Leitura de Jane Austen”, lançado em 2007, dirigido por Robin Swicord e que conta a história de um grupo que se uniu para ler e discutir mensalmente as 6 obras da escritora inglesa Jane Austen, considerada “perfeita para curar os males do mundo”. Concordo. Li todas elas antes de ver o filme, que nos provoca a conhecer o trabalho da autora. Para se ter uma noção sobre o perfil dos componentes do grupo, vai uma pincelada sobre cada um: Bernadette (Kathy Baker), que propôs a criação da associação, foi casada 6 vezes e agora vive sozinha; Jocelyn (Maria Bello) jamais se casou e está em depressão devido à morte do seu cachorro; Sylvia (Amy Brenneman) é casada com Daniel (Jimmy Smits), que está apaixonado por outra; Allegra (Maggie Grace), filha de Sylvia e Daniel, é uma jovem homossexual que decide voltar para casa para servir de suporte dos pais, devido aos problemas no casamento; Prudie (Emily Blunt) é uma jovem professora de francês de colegial, que se casou recentemente com Dean (Marc Blucas) e teve de cancelar uma aguardada viagem para Paris devido a um problema nos negócios; e Grigg (Hugh Dancy) é um técnico “nerd”, que gosta de participar de convenções de ficção científica. Com o tempo, eles se abrem sobre suas vidas, percebendo as mudanças que neles acontecem e encontram semelhanças, prognósticos, sabedoria e conselhos sobre suas próprias trajetórias em meio às maravilhosas narrativas de Austen. Para falar mais sobre a película, tem uma crítica no site http://ofinodamostra.blogspot.com/2007/10/o-clube-de-leitura-de-jane-austen.html que tomo a liberdade de colocar aqui:
“O filme, entretanto, acaba caindo no moralismo barato ao usar o nome de Jane Austen para justificar as escolhas mais conservadoras da trama. Todas as mulheres que têm problemas com seus casamentos no filme, em vez de terminá-los sem traumas e seguir com a vida, ficam eternamente no dilema volto ou não volto, fiz certo ou não... Quando Prudie está em dúvida se trai ou não o marido que não ama mais, aparece a frase "O que Jane faria?", como justificativa para a "integridade" da personagem ser mantida. Mas as situações não são, nem de longe, as mesmas. O divórcio, na época de Jane Austen, só existia caso a mulher fosse infiel. Ao defender que o casamento era a mais importante escolha da vida da mulher, portanto, a escritora não demonstrava conservadorismo, e sim um realismo que condizia com sua época. Mesmo assim ela jamais defendeu que as mulheres deveriam se acomodar e casar sem amor só por uma boa situação financeira. As mulheres contemporâneas não passam por essas privações. Transformar o pensamento de Austen em algo tão tradicional é tirar a obra de seu contexto para justificar o conservadorismo da trama de O Clube de Leitura...”
Gosto do tema casamento e suas razões de ser. Acho que um dia vou ser conselheira casamenteira. Enfim, depois de divagar um monte, chego ao ponto. Quero, em 2011, juntar gente pra formar um clube de leitura. Com direito a reuniões mensais numa casa, num café, num boteco, numa champanharia, numa praia, na Chapada dos Veadeiros. Não só para a leitura de obras de Jane Austen, mas, inicialmente (haja pretensão...), dos 19 romances campeões, escolhidos pelos especialistas em literatura consultados pela Época e que já adquiri. Ei! Livro não se empresta, viu!? Rs. Os detalhes a gente acerta quando houver quorum suficiente. Se houver. Rs. Fica a ideia. Fica o convite. A propósito, paz, bem e muita leitura em 2011!
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Um paralelo entre o filme Contato e o mirante da Chapada dos Guimarães
Dia desses vi de novo CONTATO, um filme de ficção baseado no livro homônico, escrito pelo astronômo, físico e matemático Carl Sagan, lançado em 1997, dirigido por Robert Zemeckis e que conta a história de uma cientista do SETI (sigla em inglês para Search for Extra-Terrestrial Intelligence, que significa Busca por Inteligência Extraterrestre) em sua incessante procura por provas de vida fora da terra. Eleanor Arroway, interpretada por Jodie Foster, é uma radioastrônoma que descobre um sinal extraterrestre transmitido a partir da estrela Vega. Este sinal contém um conjunto de informações, dentre as quais a primeira grande transmissão televisiva realizada na Terra, dos Jogos Olímpicos de Berlim, na qual Hitler aparece e instruções para a construção de uma máquina de transporte espacial. Após a experiência dentro da máquina, Ellie encontra o pai falecido e muda de concepção. Antes de falar dessa sua modificação, abro um parêntese. No encontro da cientista com o pai, é incrível como a película consegue passar a imagem de se encontrarem dentro de um volume que não é o ar, pois estão envoltos em algo palpável. Voltemos à modificação de Ellie. Para ela, o que parecia certo e racional, passa a ser de origem metafísica, ou seja, para além da física, da matéria. Para alguém cético como ela, essa experiência lhe traz um olhar diferente sobre o universo. Longe de mim ser cética. Ao contrário. Creio demais, ainda que em coisas não provadas de modo evidente. Creio inclusive naquilo que não posso ver, ouvir, sentir o cheiro, degustar ou tocar. Mas tem certas experiências na vida em que acredito que Deus está se mostrando à prova pra esses nossos sentidos. Ano passado, quando estive na Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, passei por esse ensaio. Ao desfrutar da paisagem do mirante que agora não recordo o nome, tive a nítida impressão de poder tocar naquela imagem, como se estivesse imersa nela, envolvida, abraçada por ela. Sabe a sensação de estar mergulhando em Fernando de Noronha, em que a água já embrulha o seu corpo e você pode (mas não deve... rs) tocar em toda aquela riqueza natural que vê? Então. É essa. O paralelo que faço entre o filme e o mirante é a prova que tive dessa outra dimensão. Na Chapada, a minha grande descoberta foi ter a sensação de ver funcionar todos os meus sentidos numa simples, se assim posso dizer, paisagem. Indico os dois, como experiência de fé e felicidade.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Baterias Recarregadas
Chego do Brasil com o maior gas, cheia de planos e sonhos. Esses 45 dias foram de muito amor, de muita energia boa, junto a minha familia e aos meus amigos. Eh dificil morar tao longe, mas eu gosto muito dessa vida andarilha. Os horizontes se ampliam e a nossa emocao fica mais a flor da pele. E eu nao sou de fugir de sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Vou ate o fundo do poco, chupo a fruta ate o caroco!
A voces, minhas queridas amigas de sempre, "todo amor que houver nessa vida"! Amor de amigas, amor de irmas!!!
A voces, minhas queridas amigas de sempre, "todo amor que houver nessa vida"! Amor de amigas, amor de irmas!!!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Cinema Mamão Com Açúcar
A Ana Lúcia, minha irmã “preta” de consideração e que mora comigo, fica brava quando digo que os filmes que ela mais curte são os do gênero mamão com açúcar. Pensa numa mulher pau da vida!? Mamão com açúcar pra mim, em cinema, é sinônimo de tema leve, leviiiinho, quase pueril. Mas que também não faz mal ver, dependendo do dia e da disposição. Ela apela porque acha que é um desrespeito meu em relação a esse tipo de filme... Por isso não vou relacionar aqueles que assim considero. Risos.
Particularmente, prefiro filmes que me alteram o psicológico, que mexem comigo. Gosto de sair do cinema completamente perturbada, sem rumo, sem sequer lembrar o caminho de casa. Risos. Gosto de me sentir ou muito feliz ou muito triste ou muito reflexiva ou abismada demais com a história que acabei de ver. Sair da sala de projeção com a seguinte sensação: “Quem eu sou? Onde estou?”. Adoro!!! Sabe aquele acabar de acordar, de manhã, de um sonho que parece que durou a noite toda? É essa a sensação. Deve ser por isso que não me incomodo em fazer esse tipo de programa sozinha. Esse sentimento, em regra, é consequência dos gêneros drama ou romance. Mas tem que ser um romance daqueles, não mamão com açúcar! Risos. Não vou falar aqui de terror, pois desde quando deixei a adolescência não encaro mais esse gênero. Eu, hein! Não gosto mais de mexer com quem tá quieto!
Filmes assim me modificam. Mexem comigo a ponto de me fazer ter um olhar diferente sobre a vida, sobre os acontecimentos da vida. Filmes de superação, de combate às diferenças, de vivências de situações fora do que é considerado padrão, de relacionamentos em geral, muito me tocam.
E cinema é uma das poucas coisas que fazem a minha cabeça parar de viajar além daquilo que estou vendo ou ouvindo ou sentindo...
Lembro bem da sensação que tive ao final do filme O Céu Que Nos Protege (The Sheltering Sky), baseado no romance de Paul Bowles, que entrou em cartaz nos idos de 1990 e foi dirigido por Bernardo Bertolucci, um dos roteiristas. Recordo até hoje do sentimento que tive, pois me fez viajar por uma cultura absurdamente diferente! A história começa logo depois da 2ª Guerra Mundial, quando Kit (Debra Winger) e Port Moresby (John Malkovich), um casal de americanos que vive em Nova York, viaja para a África, deserto do Saara, na esperança de que novas experiências lhes dê um novo rumo na vida, reconstrua o amor e preencha o vazio que sentem, pois a relação está em crise e se algo não acontecer eles acreditam que o casamento tende a acabar. Na África, eles não se consideram turistas, mas viajantes. Aprendi que o turista, quando chega, já pensa em voltar, enquanto o viajante pode nem voltar. Acho que quando me aposentar vou me tornar viajante... Risos. Esse casal se separa em alguns momentos da aventura naquele continente e têm experiências marcantes. O clima, em alguns momentos, é de risco e lembra um suspense.
Outra película que marcou a minha vida, apesar de tê-lo visto na TV, foi o drama e suspense O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express), vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1978 e dirigido por Alan Parker. Ei, meu caro leitor, pode parar de fazer a conta dos aniversários que já fiz, pois esse filme eu vi aaaanos depois, viu!?, mesmo porque, na época do seu lançamento, eu andava de calcinha lá no Gama e no Cine Itapuã só rolava filme pornô ou shaolin. Risos. Ainda que não o tenha vivenciado no cinema, não posso deixar de comentá-lo. A história é baseada na biografia homônima de Billy Hayes (Brad Davis), um jovem americano que experimenta uma prisão turca, depois de pego em Istambul tentando traficar haxixe. Após sofrer por quatro anos com sádicas torturas em condições subumanas, Billy está prestes a ser solto, quando seu perdão é negado. Apenas a sua coragem e o apoio de um prisioneiro amigo lhe dão forças para fugir por meio do trem denominado Expresso da Meia-Noite, transporte do lugar e que serviu de inspiração para o nome do filme.
Poderia falar de mais um monte, mas paro por aqui.
Teve um tempo na minha vida que, sempre que podia, experimentava ver uns três filmes no cinema, no mesmo dia, um seguido do outro. Pra quem trabalha em regime de plantão isso fica relativamente fácil. O que não é fácil é, quando do retorno pra casa, separar as histórias umas das outras, refletir sobre o que se viu sem misturar tudo na cabeça. Refletir o pós filme é o caminho pra se aproveitar algo na própria vida, pra se tirar algum proveito. Portanto, ver tudo ao mesmo tempo no cinema é o que hoje chamo de desrespeito com esta arte, pois, tal qual namorar um monte de gente ao mesmo tempo (longe de mim fazer isso... risos... cuida-se de experiência alheia, acreditem!... risos), você não consegue dar o real valor a cada história.
Não sei bem a razão, mas depois desta última reflexão, lembrei de uma fábula de Esopo (O Cão e o Naco de Carne), cuja moral é “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”!
Portanto, mais vale ver em um só dia um só filme que vale a pena do que comer com farinha experiências sem número em salas de projeção.
Particularmente, prefiro filmes que me alteram o psicológico, que mexem comigo. Gosto de sair do cinema completamente perturbada, sem rumo, sem sequer lembrar o caminho de casa. Risos. Gosto de me sentir ou muito feliz ou muito triste ou muito reflexiva ou abismada demais com a história que acabei de ver. Sair da sala de projeção com a seguinte sensação: “Quem eu sou? Onde estou?”. Adoro!!! Sabe aquele acabar de acordar, de manhã, de um sonho que parece que durou a noite toda? É essa a sensação. Deve ser por isso que não me incomodo em fazer esse tipo de programa sozinha. Esse sentimento, em regra, é consequência dos gêneros drama ou romance. Mas tem que ser um romance daqueles, não mamão com açúcar! Risos. Não vou falar aqui de terror, pois desde quando deixei a adolescência não encaro mais esse gênero. Eu, hein! Não gosto mais de mexer com quem tá quieto!
Filmes assim me modificam. Mexem comigo a ponto de me fazer ter um olhar diferente sobre a vida, sobre os acontecimentos da vida. Filmes de superação, de combate às diferenças, de vivências de situações fora do que é considerado padrão, de relacionamentos em geral, muito me tocam.
E cinema é uma das poucas coisas que fazem a minha cabeça parar de viajar além daquilo que estou vendo ou ouvindo ou sentindo...
Lembro bem da sensação que tive ao final do filme O Céu Que Nos Protege (The Sheltering Sky), baseado no romance de Paul Bowles, que entrou em cartaz nos idos de 1990 e foi dirigido por Bernardo Bertolucci, um dos roteiristas. Recordo até hoje do sentimento que tive, pois me fez viajar por uma cultura absurdamente diferente! A história começa logo depois da 2ª Guerra Mundial, quando Kit (Debra Winger) e Port Moresby (John Malkovich), um casal de americanos que vive em Nova York, viaja para a África, deserto do Saara, na esperança de que novas experiências lhes dê um novo rumo na vida, reconstrua o amor e preencha o vazio que sentem, pois a relação está em crise e se algo não acontecer eles acreditam que o casamento tende a acabar. Na África, eles não se consideram turistas, mas viajantes. Aprendi que o turista, quando chega, já pensa em voltar, enquanto o viajante pode nem voltar. Acho que quando me aposentar vou me tornar viajante... Risos. Esse casal se separa em alguns momentos da aventura naquele continente e têm experiências marcantes. O clima, em alguns momentos, é de risco e lembra um suspense.
Outra película que marcou a minha vida, apesar de tê-lo visto na TV, foi o drama e suspense O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express), vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1978 e dirigido por Alan Parker. Ei, meu caro leitor, pode parar de fazer a conta dos aniversários que já fiz, pois esse filme eu vi aaaanos depois, viu!?, mesmo porque, na época do seu lançamento, eu andava de calcinha lá no Gama e no Cine Itapuã só rolava filme pornô ou shaolin. Risos. Ainda que não o tenha vivenciado no cinema, não posso deixar de comentá-lo. A história é baseada na biografia homônima de Billy Hayes (Brad Davis), um jovem americano que experimenta uma prisão turca, depois de pego em Istambul tentando traficar haxixe. Após sofrer por quatro anos com sádicas torturas em condições subumanas, Billy está prestes a ser solto, quando seu perdão é negado. Apenas a sua coragem e o apoio de um prisioneiro amigo lhe dão forças para fugir por meio do trem denominado Expresso da Meia-Noite, transporte do lugar e que serviu de inspiração para o nome do filme.
Poderia falar de mais um monte, mas paro por aqui.
Teve um tempo na minha vida que, sempre que podia, experimentava ver uns três filmes no cinema, no mesmo dia, um seguido do outro. Pra quem trabalha em regime de plantão isso fica relativamente fácil. O que não é fácil é, quando do retorno pra casa, separar as histórias umas das outras, refletir sobre o que se viu sem misturar tudo na cabeça. Refletir o pós filme é o caminho pra se aproveitar algo na própria vida, pra se tirar algum proveito. Portanto, ver tudo ao mesmo tempo no cinema é o que hoje chamo de desrespeito com esta arte, pois, tal qual namorar um monte de gente ao mesmo tempo (longe de mim fazer isso... risos... cuida-se de experiência alheia, acreditem!... risos), você não consegue dar o real valor a cada história.
Não sei bem a razão, mas depois desta última reflexão, lembrei de uma fábula de Esopo (O Cão e o Naco de Carne), cuja moral é “mais vale um pássaro na mão do que dois voando”!
Portanto, mais vale ver em um só dia um só filme que vale a pena do que comer com farinha experiências sem número em salas de projeção.
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