Tem uma música, intitulada “Solteiro no Rio de Janeiro”, que o Cidade Negra toca e que é trilha sonora do divertido filme “Como ser Solteiro”, que diz assim:
“Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar
Tira a camisa, esse clima tá de abafar
Liberem suas delícias, parado não dá pra ficar
Movimentos circulares, zona sul de bar em bar
São bocas em todo lugar
São bocas em todo lugar
Solteiro no Rio de Janeiro
Parado em qualquer praia
Sou solto em qualquer lugar
Corpos malhados, sorrisos talhados
Só flerte, só affair
Corpos malhados, sorrisos talhados
Só flerte, só affair
Chamego divertido, um clima meio libertino
De sol, de sal de mar
De sol, de sal de mar
De sol, de sal de mar”
Lá no Rio é assim mesmo... Bocas em todo lugar, gente sem camisa, todo mundo liberando suas delícias. Flerte então, nem se fala. Uma quase libertinagem!!! Ô lugar legal! Eu indico como tratamento pra elevar a auto-estima!!! Rs.
Em Brasília é diferente. O povo daqui é mais comedido. Até demais. Nas baladas, especialmente no início delas, o pessoal nem se olha, nem se fala, cada um na sua. O negócio começa a fluir depois de muita bebida e sei lá que outras coisas mais... Ah! Aí a galera fica dada, solta, liberada... Eu, particularmente, nesse momento, dou o fora! Ninguém merece conversa de doido!
Um amigo disse que no show de sábado do Festival de Inverno de Brasília o vocalista do Fundo de Quintal tava empolgado, tentando animar o público, que tava “daquele jeito”, sem muita demonstração de carinho...
Isso não facilita em nada as coisas para nós, os solteiros de Brasília.
Participei de um grupo (quase) terapêutico, de um encontro só, com cerca de trinta pessoas, num café muito agradável da Asa Sul, pra tratar do assunto (des)encontros amorosos, onde só entrava solteiro. Durante os vários temas abordados, uns bastante interessantes, ficou evidenciado que o povo de Brasília é muito solitário. Isso pode não ser novidade, mas é uma tragédia romana! E não é privilégio de Brasília. As ocupações nossas de cada dia impedem um estreitamento das relações. Isso somado ao medo de se deparar com um (a) maluco (a), do (a) qual o mundo tá cheio, retrai todo mundo que está disponível. Eu, hein! Tem cada história escabrosa!!!
É uma pena.
Mas aprendi a lidar com esse jeito brasiliense de ser. Mesmo porque eu sou brasiliense e também possuo essa característica, inicialmente bem na minha... Quem não conhece até compra... Rsrsrs.
Resta-nos, ainda bem, colar nas diversas tribos aqui existentes. Que não são poucas! Tem a tribo dos patinadores, dos pedais, dos adeptos do turismo natureza, dos yogues, dos chicleteiros e suas diversas variações, dos bombadinhos das academias, dos baladeiros, dos forrozeiros, dos salseiros, dos dançarinos de música sertaneja, dos intelectuais, dos participantes de clubes de leitura, dos que “se acham”, enfim, tem grupo pra todo gosto.
E o brasiliense é feliz assim, sem conhecer o vizinho mesmo. Pega o carro e se desloca quilômetros a fio pra encontrar a sua tribo. Nem fica sabendo do que a galera da quadra em que mora gosta. Considero isso como a lei do menor esforço. Mesmo porque aguentar vizinho chato deve exigir muito esforço. E se uma tribo não agrada mais, é só trocar de tribo e de chip de celular. Daí ninguém mais acha você, né, brasiliense!?
Mas, apesar de, eu amo Brasília e não me mudaria daqui pra lugar nenhum. Os amigos que aqui fiz e faço são um legado sem precedentes. E que Deus os conserve! E eu também...
Quanto à solteirice, aconselho, minhas amigas bem casadas, que permaneçam nessa condição. A vida aqui fora é um tumulto só!!! Né não, Dri Barbosa??? Rsrsrs.
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Ô gente, esqueci da tribo dos corredores, da qual atualmente tô jurando que faço parte! Que absurdo, esse esquecimento!!! Rsrsrs. ChrisZago
ResponderExcluirValeu Chris, vc realmente me surpeende. Teu amigo, absolutemente, hipnotisado.
ResponderExcluirChris,
ResponderExcluirmuito bom seu texto!E divertido!
Beijo,
Auristela
Chris!!!!!
ResponderExcluirNum te guento!!!!
Pensa que eu amooo essa músicaaa!
Tenho ela no carro, só pra dirigir cantando beeem alto...
E, mesmo não sendo solteira e nem estando na minha terra natal, canto na maior altura pois ela traduz bem o clima mesmo daquela cidade maravilhosa...
Chris, vc pode ate ser "dotora", mas o sangue da Comunicacao ainda corre nas suas veias! rsrs
ResponderExcluirSeu post ficou otimo! Que bom que vc conseguiu, agora vem sempre, ta?
Chris! Pois vc é uma solteria tão feliz e divertida que ofusca esse jeitão do brasiliense de ser...
ResponderExcluirprocuro um alguem que poça me deixar feliz em todos os momentos da minha vida
ResponderExcluirGostei disso aqui! Pessoas maiores de 50 pode participar?
ResponderExcluirEu tenho 55 anos, sou quase brasiliense pois vim para cá faz 45 anos.
Como faço para participar desse encontro de solteiros?
Bjs
Valni (sexo: feminino - Tenho que falar o sexo pois meu nome é comum de dois! RS)
PS: meu email vbd23@hotmail.com
Cara, eu não faço parte de nenhuma tripo. Tenho uma banda de rock, mas tenho a mente aberta, sempre em expansão. Para mim a vida deve ser aproveitado. Sou underground e adoro tomar um LSD de vez enquando e fumar unzinho. Realmente acredito que a lisergia liberta o indivíduo desse Matrix que vivemos. Mas não vou mudar de assunto. Já conheci diversas pessoas, de várias tribos e nunca me senti excluído de nenhuma delas. A vida é para aproveitar.
ResponderExcluirEstá solteiro(a)em Brasília?
ResponderExcluirVenha fazer parte desse encontro que virou febre na Europa e Estados Unidos!
Funciona assim: 7 mulheres, 7 homens, 7 minutos de conversa com cada um dos participantes do sexo oposto. No final, todos anotam em um papel o nome daqueles de quem gostou e entregam para a nossa produção. Se o interesse for mútuo, enviamos os contatos dele(a) para você, e vice-versa. Sem foras!
Um jeito divertido de conhecer pessoas, fazer amizades e quem sabe até conhecer o amor da sua vida!
Os encontros ocorrerão no Genaro Jazz Café, na 114 norte.
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