Também resolvi, em 2009, ler mais. Para minha satisfação, este ano já consegui ler 2 livros inteiros e neste exato momento estou alternando 2 livros também, que comecei a ler ano passado e que, com minha viagem ao Brasil, tive que interromper. Vamos à minha listinha.
Em andamento:
EAT PRAY LOVE - Elizabeth Gilbert
***É o Comer, Rezar, Amar que a Dri está lendo, só que o meu é em inglês. O livro é realmente bem gostoso de ler, as histórias são super interessantes. Ele fica na minha mesinha de cabeceira e, apesar da leitura fluir, só dedico ao pobre livro alguns minutinhos antes de ir dormir. Já estou na Indonésia com a autora, acho que logo logo chegarei ao fim de suas aventuras.
TÊTE-À-TÊTE - Hazel Rowley
***Um pouco da história de Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Sempre quis saber mais sobre esses dois, principalmente sobre ela. Não sou feminista, mas a Simone de Beauvoir sempre me fascinou. O livro é um pouco chato às vezes, pois se demora muito ao explicar o contexto de algum fato, mais do que fala do fato em si. Mas o legal do livro é que ele conta desde um pouquinho da infância e de antes dos dois se conhecerem, ainda bem novinhos e estudantes. Comecei a lê-lo ano passado e já faz tanto tempo que há alguns dias resolvi recomeçar da página 1. Estou gostando muito, e já deu pra notar que, apesar de genuinamente bem avançadinhos para a época, a uma certa altura da vida dos dois o mito sobrepunha-se à pessoa e eles "bancavam" algumas situações mais pela fama que tinham adquirido - principalmente ela -do que propriamente por convicção pessoal.
Os que já terminei de ler:
DIVÃ - Martha Medeiros
***Eu adoro as crônicas e poesias da Martha Medeiros, uma escritora gaúcha. Acho que ela escreve como se estivesse psicografando. A leitura flui tão fácil que deve ser assim mesmo! Este livro novo dela é sua primeira ficção e conta a história de uma mulher que poderia ser qualquer uma de nós. Ela resolve fazer análise pois sua vida está um marasmo. Tudo está onde deveria estar: casamento estável, 3 filhos, um trabalho que ela curte. Mas ainda assim, ela não está feliz. E quando ela resolve ir para o divã, solta as bruxas. Fala tudo aquilo que muitas vezes pensamos e não temos coragem de dizer para nós mesmas. E aí... só lendo para ver no que vai dar. Gostei muito!
UMA VIDA INVENTADA - Maitê Proença
Gente, confesso que fiquei meio envergonhada quando fui pagar pelo livro. Tá certo que eu adoro cultura de massa**, mas ler Maitê Proença já é demais! E foi, foi bom demais!! Quando eu quero saber se levo ou não um livro e não sei nada sobre ele, abro numa página qualquer e começo a ler, pra sentir um pouquinho o clima. Fiz isso e me surpreendi muito. Ela escreve bem à beça!!
***Nesse livro, ela mistura fatos de sua vida real com um pouco de ficção e claro que fica a cargo do leitor separar o joio do trigo. Sua história de vida é bem punk. O pai matou a mãe a facadas por ciúme e tempos depois se matou também. Ela tinha uns 12 anos. No livro, ela fala sobre isso abertamente, suas impressões, seus sentimentos, o apoio ao pai em meio à monstruosidade. Sua narrativa é em flash-backs, e ela alterna a história da menina Maitê com a adulta e famosa mulher Maitê. Enfim, só lendo para saber. Uma dica: não paguem os R$ 27,00 que eu paguei na Livraria Cultura, comprem nas Americanas por R$ 12,00, tá?
Engatilhados (a serem lidos assim que eu terminar os dois acima):
O SILÊNCIO DOS AMANTES - Lya Luft
***Ganhei da minha amiga Cléo. Passo por ele e tenho que me segurar para não abrí-lo logo, pois sou fã de carteirinha da Lya. Este é de ficção também. Aqui vai a resenha do próprio livro:
"...a incomunicabilidade e o silêncio entre pessoas que se amam ou deviam se amar, os conflitos familiares, a busca de um sentido da vida, rancores, incompreensão, mas também magia e amor nos relacionamentos."
A GENTE SE ACOSTUMA A TUDO - João Ubaldo Ribeiro
***Uma seleção das crônicas do João Ubaldo, artigos que ele publicou nO Globo e Estadão, ironizando e criticando a política e alguns atos cotidianos também. O título do livro, pelo que percebi, é justamente a constatação de que, no Brasil (e em qualquer outra sociedade), as coisas só mudam e/ou andam pra frente se as pessoas não se "acostumarem a tudo" e reclamarem. Gosto dele desde que li "A Casa dos Budas Ditosos".
**Falando em cultura de massa e Maitê Proença, sou fanzoca do "Saia Justa", do GNT, que aqui acompanho via Globo Internacional. Adoro os temas, os debates, os pontos de vista tão diferentes das quatro: Maitê, Bete Lago, Márcia Tiburi (psicoterapeuta) e da Mônica Waldvogel. Este é um dos meus guilty pleasures aqui nos EUA.
E vocês, o que recomendam?
segunda-feira, 23 de março de 2009
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Rê querida,
ResponderExcluiradoro suas impressões.
Aliás vou adorar quando "seu projeto"
virar realidade.
Beijo!