sexta-feira, 3 de julho de 2009
DEVANEIOS DE UMA FÃ DE CINEMA - By Chris Zago
Sou fã de carteirinha do Selton Melo e, sempre que tenho oportunidade, me enfio num cinema. Juntando essa fome com essa vontade de comer é que fui ver os dois últimos filmes estrelados por ele, que estão passando na telona e que ora indico: Mulher Invisível e Jean Charles. O primeiro narra a história fictícia (ainda bem... Rs) de um homem que cria uma mulher perfeita (Puxa vida! A Luana Piovani tá mais que perfeita naquele filme, eu hein!? Sai pra lá!!!!!) depois de uma baita desilusão amorosa com a esposa, que o deixa por um alemão em razão de sentir-se invisível perante o marido (Selton Melo). Essa criação psicológica é o que eu chamo de canalizar um sentimento. Mas esse tema não é novidade, pois há sei lá quantos anos vi um filme intitulado “Mulher Nota Mil” em que uns adolescentes inventam essa tal mulher perfeita. Deve ser sonho masculino. E, claro, feminino, pois quantas de nós não queríamos juntar a personalidade de um, o corpo de outro, o bom humor de outro, o alto astral de outro, a maneira de dançar daquele outro, o cavalheirismo daquele lá adiante, a tranquilidade de outro, a paixão arrebatadora daquele acolá, o amor incondicional do outro e, por fim, curtir o resultado? Quantas de nós? Mas, sejamos realistas e reservemos essas “viagens” para o cinema, né não!? Homem de verdade tem defeitos mesmo, fazer o quê? Os perfeitos são gays. Rs. O outro filme, Jean Charles, que acabei de ver, narra a história baseada em fatos reais de um mineirinho pobre e gente fina nascido no ano de 1978 que vai batalhar a vida em Londres, dá uma força a um monte de parente lá e, por ser confundido com um terrorista, é morto pela polícia daquele País no ano de 2005. O personagem do Selton Melo é brilhante, mas o que me chamou muito a atenção foi a questão vivida pela prima dele, da qual esqueci o nome (quem me conhece bem sabe que não costumo gravar nomes...). Ela chega a Londres toda “enquadradinha”, vai morar com o primo e trabalhar fazendo de tudo num restaurante cujos donos são italianos, depois consegue um emprego de garçonete por meio de um amigo muito lindo e também estrangeiro naquele país (a quem dispensa por ter namorado no Brasil) e vive de mal-humor (é assim que se escreve?) por ter-se arrependido de largar a vidinha do “interiorrrrr” em Gonzaga/MG, cidade de Jean Charles, perto de Governador Valadares/MG. Ademais, defende a ideia de que está lá só pra trabalhar. Depois da morte de Jean Charles, ela retorna a sua terrinha, retoma o antigo emprego de secretária de dentista e é pedida em casamento pelo namorado. O filme retrata bem os momentos em que ela se vê meio que sem lugar no seu local de origem, diante da “mediocridade” da sua rotina e da pobreza de espírito das moças da sua idade, cujas conversas ressaltam o falar da vida alheia. Quem aguenta isso??? Três anos depois, lá está ela em Londres, solteiríssima e de mochilão nas costas, partindo para a viagem da sua vida, com destinos incertos, mas para diversos países antes mencionados por Jean Charles, idealizador desse sonho. Eu me realizei nela. Não tive muitas oportunidades na vida antes de ser escolhida pela minha atual profissão e talvez por falta de conhecimento nunca cavei uma oportunidade, como é de se esperar de alguém que tem muita vontade. Até hoje não pisei em solo europeu ou asiático ou africano ou da Oceania (seria solo oceânico? Rs), lugares que quem sabe um dia ainda vou conhecer na qualidade de mochileira, se Deus quiser! A propósito, fora do Brasil, esse País mais que lindo e do qual pretendo conhecer muuuuuuitos lugares, só fui ao Paraguai (e nem foi pra comprar muamba...), Argentina e Chile, perdi a chance de ser feliz lá no Peru com Valeska e Rodolfo e, infelizmente, não passa disso. Acho que um dia vou ser uma mochileira velha, daquelas bem enrugadas mesmo, mas com muita disposição, para estar em locais em que alimento sonhos de conhecer. Só não vou me aventurar sete anos no Tibet, já que nem sei se a idade vai permitir. Só se o Brad Pitt estiver lá. Ah! Aí a gente arranja disposição!!! Rsrsrs...
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Chris, também adoro o Selton Mello, apesar de achar que de uns tempos pra cá ele tá meio nojentinho com a fama. Ou talvez seja com os insuportáveis paparazzi de plantão. Ainda assim, o talento dele é inegável. Ouvi ótimas críticas sobre o filme Jean Charles, estou louca pra ver!
ResponderExcluirQuanto a mochilar, você sabe que tem parada certa na Califórnia, né? É só avisar quando está chegando que eu vou ao aeroporto te pegar! ;)
Beijos
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirTambém sou fã do Selton Mello. Essa semana mesmo falei dele. Outro dia, em meio a uma insônia, um canal de TV a cabo transmitia OS NORMAIS. Chorei de rir revendo a atuação cômica de Selton Mello, Fernanda Torres e LF Guimarães!!
ResponderExcluirBjkk
Voce e uma grande looser. So nao fez mais tours porque nao quis. Enquanto vivi na California me cansei de fazer convites para vir para San Diego e de la fazer algumas pontas no Mexico. Voce nunca quis ir. Os dois anos em Dallas, eu ate perdoo ate porque nao tem nada bom naquela terrinha.
ResponderExcluirQuero so ver agora enquato estou na Suecia se vc vai aparecer...
Mas acho engracado o seu comentario a respeito da prima do Jean Charles. Fiz quase que a mesma coisa que ela fez. Nos duas que nos conhecemos desde criancas temos nossas vidas comparadas muitas vezes - pelo menos pela minha familia. E engracado ver voce que gerou tanto sucesso na sua vida tendo a profissao e preparamento que voce tem se invejar de uma "muchileira". Eu ja estive na Africa, Asia, Europa... ainda falta rolar o "solo Oceanico". Mas na maioria das vezes me cobro por nao ter sido tao dedicada aos estudos e vida estavel como voce. E sou mais ainda cobrada pela minha familia por isso. Afinal, quem paga o preco disso e uma criaturinha de tres anos.
Entao minha amiga, a mensagem e que nao ha decisao perfeita. A cada decisao que tomamos na nossa vida, ha sempre uma alternativa deixada para traz que nos levaria a um lugar bem diferente, nao melhor, nem pior, mas diferente. Se voce tivesse escolhido a vida da prima do Jean Charles, voce estaria se questionando - e cobrando - pela estabilidade da vida da Christianni que foi deixada para traz.
Nada e perfeito minha amiga.
Beijos!
Jassy
Ô Jassy, vc, minha querida amiga de infância (não digo há quanto tempo de jeito nenhum... rsrsrs), retratou muito bem o quanto a vida é feita de escolhas. E elas são as melhores no momento em que foram concretizadas. Como não dá pra abraçar o mundo com as mãos, a gente fica de um lado sonhando com o outro. Mas nada que possa gerar frustração, pois nessa vida tudo tem prós e contras. Vou sim à Suécia em 2010. Quem quer ir comigo??????? Rsrsrs. Bjão. ChrisZago
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